Engie Brasil registra lucro líquido ajustado de R$ 694 milhões no 2tri26, alta anual de 23%
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Por Agência Estado
A Engie Brasil Energia encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 694 milhões, crescimento de 23% na comparação com igual período do ano passado. O resultado sem ajuste apresentou evolução de 246%, alcançando R$ 1,9 bilhão ao final de junho. O acréscimo no comparativo anual ocorreu, segundo a companhia, devido, principalmente, ao reconhecimento da adesão ao mecanismo legal de repactuação do Uso de Bem Público (UBP), que resultou em um efeito não recorrente de R$ 1,26 bilhão no lucro líquido.
A receita operacional líquida, por sua vez, atingiu R$ 3,5 bilhões, alta de 13,8% na mesma base de comparação. O desempenho foi impulsionado pelas operações de curto prazo e pelos contratos nos mercados livre e regulado de energia, além da contribuição dos projetos de transmissão para a expansão das receitas.
No período, o Ebitda somou R$ 2,17 bilhões, avanço de 16,5% em relação ao segundo trimestre de 2025, refletindo a execução disciplinada da estratégia da companhia, o desempenho operacional dos negócios e o avanço dos investimentos em infraestrutura.
A dívida líquida de abril a junho somou R$ 25,21 bilhões, alta anual de 16,9%. O gerente de Relações com Investidores, Leonardo Depiné, ressalta, no entanto, que a empresa conseguiu reduzir a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda de 3,3 vezes no final do ano passado, para 3,1 vezes este ano. “Estamos em linha de estratégia de continuar investindo com alavancagem próxima de 3 vezes”, afirma.
Os aportes da Engie totalizaram R$ 329 milhões no segundo trimestre. Desse montante, R$ 261 milhões foram destinados à construção de novos projetos. Destaque para os empreendimentos de transmissão Asa Branca e Graúna, que receberam investimentos de R$ 111 milhões e R$ 104 milhões, respectivamente. O restante foi destinado aos projetos de geração e aos serviços de manutenção e revitalização dos ativos.
Ainda no período, a Engie registrou avanços na execução dos empreendimentos. O Sistema de Transmissão Asa Branca obteve a Licença de Instalação Integral, permitindo o início das obras civis, e o projeto Graúna evoluiu nos processos de licenciamento ambiental e de liberação fundiária.
Outro marco foi a assinatura do contrato de concessão dos Lotes 2 e 3 (Colibri Transmissora de Energia), arrematados no primeiro Leilão de Transmissão de 2026. Os empreendimentos ampliam a presença da Companhia em territórios estratégicos e reforçam a diversificação do portfólio com obras nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraná e Santa Catarina.
“Encerramos o segundo trimestre com avanços que reforçam a consistência da nossa estratégia, mesmo diante de desafios regulatórios. Investimos R$ 329 milhões na expansão da transmissão, em projetos de geração e na modernização dos ativos. No mercado livre, ampliamos a base de clientes livres em 42%, fortalecendo nossas receitas e a geração de valor de longo prazo”, disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Brasil Energia, Pierre Leblanc.