Operação Gift: Polícia Civil cumpre 93 mandados contra organização criminosa no Paraná e em SC
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Por Fábio Wronski
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A Operação Gift Pato Branco mobilizou, nesta quarta-feira (5), cerca de 150 policiais civis para cumprir 93 ordens judiciais contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), ocorre simultaneamente em Pato Branco, Vitorino, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba, além de cidades de Santa Catarina como Florianópolis, Balneário Camboriú e Galvão. O apoio operacional é realizado pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).
Na quarta fase da Operação Gift, estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 37 mandados de busca e apreensão domiciliar e 35 mandados de busca pessoal. Além disso, há medidas de bloqueio de valores e aplicações financeiras de 26 investigados, bem como o sequestro de imóveis, veículos e outros bens ligados à atividade criminosa.
Segundo a delegada Franciela Alberton, da PCPR, a investigação começou após a prisão em flagrante de um homem transportando cerca de 65 quilos de maconha em Itapejara d’Oeste. Os tabletes estavam embalados em papel de presente, o que originou o nome da operação.
Durante aproximadamente um ano de investigações, a PCPR identificou a estrutura hierárquica da organização criminosa, responsável pela compra de drogas em Foz do Iguaçu, abastecimento do sudoeste do Paraná e distribuição de entorpecentes para o oeste de Santa Catarina.
As apurações permitiram detalhar as funções dos integrantes, os mecanismos de financiamento, a logística de transporte, a ocultação patrimonial e o esquema de lavagem de dinheiro do grupo. No decorrer das ações, foram apreendidos mais de 140 quilos de drogas, veículos, mais de R$ 70 mil em espécie e 27 pessoas foram presas.
A investigação revelou ainda que a organização tinha estrutura familiar e era liderada por um homem de 38 anos, responsável pela coordenação da compra, transporte e distribuição das drogas. Familiares atuavam na ocultação de bens, movimentação de recursos ilícitos e logística financeira.
De acordo com a delegada, a organização movimentou cerca de R$ 30 milhões por meio do sistema bancário, mas parte dos lucros do tráfico era transportada em dinheiro entre Pato Branco e Foz do Iguaçu para dificultar o rastreamento. Em julho deste ano, a PCPR apreendeu mais de R$ 42 mil em espécie durante uma entrega entre integrantes do grupo.
As diligências também identificaram o uso de empresas para ocultar a origem ilícita dos recursos, além da adulteração de cocaína com cafeína e BCAA para aumentar o volume da droga. Por conta das evidências, uma farmácia de Pato Branco e seu proprietário foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta fase da operação.
Além das prisões, a Operação Gift Pato Branco concentra esforços no bloqueio de ativos financeiros e sequestro de bens, visando enfraquecer permanentemente a capacidade operacional da organização criminosa.
A operação conta com a participação de unidades especializadas da PCPR, como DENARC, DPI, DECCOR, DOESP, NOC e GOA, além do apoio da PCSC, por meio do DEIC de Florianópolis e das DICs de Balneário Camboriú e São Lourenço do Oeste.