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C&A: lucro líquido ajustado totaliza R$ 130 milhões no 2º trimestre, alta anual de 4,3%

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O lucro líquido reportado, por sua vez, somou R$ 177 milhões, queda de 11,2% ante os R$ 200 milhões apurados no segundo trimestre de 2025.

Por Agência Estado

A C&A registrou lucro líquido ajustado de R$ 130 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 4,3% em relação a igual período do ano anterior. Segundo a varejista, o resultado foi recorde para um segundo trimestre. A margem líquida ajustada ficou em 6,2%, ante 6,1% um ano antes.

O lucro líquido reportado, por sua vez, somou R$ 177 milhões, queda de 11,2% ante os R$ 200 milhões apurados no segundo trimestre de 2025. A comparação foi afetada por efeitos não recorrentes nos dois períodos.

O resultado deste trimestre foi beneficiado pela reversão de uma provisão de cerca de R$ 80,7 milhões, decorrente da reavaliação do risco associado a créditos de PIS e Cofins. Já o segundo trimestre de 2025 contou com o reconhecimento de R$ 154,3 milhões pela alienação da carteira remanescente do Bradescard.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 435 milhões, recuo de 0,6% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada diminuiu 0,4 ponto porcentual, para 20,9%.

Apesar da expansão da margem bruta, a empresa destaca que o indicador foi pressionado pela desmobilização da operação de telefonia e pelo encerramento da parceria com o Bradescard, que reduziram a diluição das despesas operacionais. “Excluindo esses efeitos, a companhia teria apresentado um leve incremento na margem do trimestre”, afirma a C&A.

Vestuário

A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,082 bilhões, crescimento de 1,2% ante igual intervalo de 2025. Já a receita líquida de vestuário somou R$ 1,895 bilhão, avanço anual de 5,6%.

As vendas em mesmas lojas (SSS) da categoria cresceram 4,1%, sobre uma base de comparação de alta de 17% no segundo trimestre do ano passado.

A C&A atribui o desempenho à coleção de inverno, desenvolvida a partir da estratégia de testes iniciada no ano passado. Segundo a varejista, o resultado foi alcançado apesar do menor fluxo de clientes nas lojas durante a Copa do Mundo.

A margem bruta consolidada atingiu 58,1%, expansão de 1,4 ponto porcentual na comparação anual. Em vestuário, a margem avançou 0,6 ponto, para 59,1%, completando 20 trimestres consecutivos de expansão, segundo a companhia.

No digital, a receita das vendas realizadas pelo site e pelo aplicativo cresceu 33,3%, para R$ 154,3 milhões, e passou a representar 7,7% das vendas de mercadorias, avanço de 1,8 ponto porcentual em um ano.

Resultado financeiro

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 73,8 milhões, melhora de 15,3% ante o resultado negativo de R$ 87,1 milhões registrado um ano antes.

Já as despesas financeiras diminuíram 21,9%, para R$ 117 milhões, favorecidas pela redução dos juros sobre empréstimos e pelo fim dos encargos relacionados ao Bradescard.

A dívida bruta encerrou junho em R$ 952 milhões, queda anual de 26,2%. O caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras totalizaram R$ 782 milhões. Com isso, a companhia terminou o trimestre com caixa líquido de R$ 170 milhões, 40,6% abaixo do registrado um ano antes.

Os investimentos, por sua vez, totalizaram R$ 119,6 milhões, alta de 6,6%. Os recursos foram destinados à expansão e modernização das lojas, à cadeia de suprimentos e a projetos de transformação digital e tecnologia. No trimestre, a C&A inaugurou duas lojas no conceito Energia e abriu a primeira unidade da marca esportiva ACE.

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