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Quadrilha responsável por roubos de cargas e acidente com seis mortes é alvo de ofensiva policial

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Polícia Civil do Paraná e PRF cumprem mandados contra grupo responsável por latrocínio com seis mortos em Campina Grande do Sul.
Imagem referente a Quadrilha responsável por roubos de cargas e acidente com seis mortes é alvo de ofensiva policial
Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A quadrilha de roubo de carga na Régis Bittencourt, BR-116, foi alvo de uma grande operação policial na manhã desta segunda-feira (3) em Curitiba e cidades da Região Metropolitana. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), visando desarticular o grupo criminoso investigado por diversos assaltos e responsável pelo acidente que matou seis pessoas em Campina Grande do Sul, em janeiro deste ano.

Segundo o delegado André Feltes, da PCPR, essa foi a última ação da quadrilha, que já vinha sendo monitorada desde o fim de 2024. No acidente, uma carreta tombou sobre uma van que transportava 21 pessoas, resultando em seis mortes e 14 feridos, todos retornando de um culto religioso em São Paulo.

Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré. Dois suspeitos já haviam sido presos em flagrante no dia do latrocínio, incluindo um dos líderes do grupo, que permanece detido desde janeiro e agora responde por pelo menos 12 crimes.

As investigações revelaram que a quadrilha de roubo de carga na Régis Bittencourt agia com violência extrema. Os criminosos emparelhavam seus veículos com caminhões em movimento, atirando contra os para-brisas para forçar os motoristas a parar e, em seguida, rendiam as vítimas para roubar as cargas. Vídeos obtidos pela polícia mostram a brutalidade das ações.

O chefe do Comando de Operações Especiais da PRF, Elder Mateus Tozetto, explicou que o Paraná foi escolhido pelo grupo devido ao intenso fluxo de veículos nacionais e estrangeiros, além da relevância da produção agrícola e da ligação entre as regiões Sul e Sudeste. Segundo Tozetto, a quadrilha não tinha preferência por tipos de carga, agindo de forma oportunista conforme as circunstâncias.

A primeira fase da operação ocorreu em maio de 2025, quando parte da organização criminosa foi desarticulada. Com o avanço das investigações, novos integrantes foram identificados e a participação de cada suspeito foi individualizada em cerca de 20 crimes praticados entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

As informações são da Banda B.

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