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Caminhadas buscam conscientizar população sobre lipedema

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Por CGN

Uma em cada 10 mulheres no Brasil sofre com um acúmulo excessivo de gordura nas extremidades do corpo, resultando em um aumento desproporcional do tecido adiposo sobretudo nos braços e nas pernas. O quadro, comumente confundido com celulite, é chamado lipedema e incomoda além da estética, já que pode causar dores, inchaço, sensibilidade e limitações físicas.

Em entrevista à Agência Brasil, a cirurgiã vascular, angiologista e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Tatiana Losada detalhou que o lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, caracterizada pelo acúmulo exagerado de gordura, principalmente nas pernas, nos quadris e, em alguns casos, nos braços.

“Acomete quase exclusivamente mulheres e pode provocar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para desenvolver hematomas”, disse, ao citar que a celulite, por sua vez, é uma alteração estética da superfície da pele, responsável pelo aspecto de casca de laranja e que, em geral, não provoca dor importante ou aumento desproporcional dos membros.

De acordo com a médica, no caso do lipedema, além das irregularidades na pele, costuma existir aumento simétrico e excessivo das pernas ou dos braços, dor ou sensibilidade ao toque, peso nas pernas, inchaço e hematomas frequentes. “É comum também haver preservação dos pés e das mãos, formando uma espécie de garrote na região dos tornozelos ou punhos”.

Apesar de ser considerado uma condição crônica, o lipedema, segundo ela, pode ser tratado e controlado. O tratamento, individualizado, pode envolver alimentação equilibrada, controle do peso, exercícios físicos, sobretudo fortalecimento muscular, fisioterapia, terapia compressiva e acompanhamento multiprofissional.

“Em pacientes selecionadas, pode ser realizada cirurgia. O objetivo é reduzir dor e inchaço, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida”, explicou.

“Os sintomas também podem surgir ou se intensificar em períodos de mudanças hormonais, como adolescência, gravidez e menopausa. Ganho de peso, sedentarismo e alterações metabólicas não são considerados causas diretas do lipedema, mas podem agravar os sintomas, a inflamação, a sobrecarga articular e as limitações de mobilidade.”

 

Fonte: Agência Brasil

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