
Pescadora será indenizada pela Petrobras em R$ 16 mil, após vazamento de óleo impedi-la de trabalhar por seis meses
A decisão do processo foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) nesta quarta-feira......
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Por Paulo Eduardo

Uma mulher que ficou sem trabalhar por seis meses devido a um vazamento de óleo combustível na Serra do Mar, na região de Paranaguá, processou a Petrobras.
A decisão do juiz Guilherme Moraes Nieto foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) nesta quarta-feira.
De acordo com o processo, em fevereiro de 2001 houve o rompimento de um poliduto, que é um sistema de tubulação utilizado para transporte de derivados de petróleo ligado ao terminal no Porto de Paranaguá.
Este rompimento ocasionou o vazamento de aproximadamente 48,5 mil litros de óleo combustível e causou grave dano ao meio ambiente, como a contaminação do espelho d’água, rios interiores e baías, com reflexos na fauna e flora, contaminação das terras, areais, costões rochosos, pedras e lajes, além dos danos à vegetação do mangue e mortandade de peixes.
A mulher, que sempre trabalhou na pesca artesanal, teve as atividades paralisadas por conta do incidente, após determinação do Ibama e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
“O Ibama, por meio de Portaria, proibiu a pesca em toda a baía de Antonina até a Ilha do Teixeira, ocasionando-lhe danos em virtude da impossibilidade de exercer sua atividade laborativa pelo período de seis meses”, cita o documento.
A Petrobras tentou se isentar da culpa no processo dizendo que a responsabilidade pela proibição da pesca seria dos órgãos mencionados acima, o que não convenceu o juiz.
“Ademais, importante salientar que o que acarretou a interdição da pesca não foi a portaria editada pelo IBAMA, mas sim o rompimento do poliduto OLAPA que acarretou no derramamento de 48.500 litros de óleo combustível no meio ambiente”.
Em relação ao pedido de indenização por danos morais solicitado pela mulher, a justiça entendeu que deve prosperar. Em depoimento, a autora afirmou que pescava desde que tinha 15 anos de idade, no início pescando com o pai e após com o marido. Ela ainda contou que nunca teve outra profissão.
“Por certo que o dano ambiental impactou suas vidas para além da proibição de pesca pelo período de seis meses, na medida em que tiveram que amargar momentos de penúria e sofrimento, tendo que socorrer-se a meios até então desconhecidos para garantir o mínimo existencial, sua dignidade foi, sem dúvida, atingida”.
Por fim, a Petrobras foi condenada ao pagamento de R$ 16 mil a título de danos morais.
A decisão cabe recurso.
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