Vendaval ainda causa danos a moradores do Rio de Janeiro
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Por CGN
“Entre os bairros com maior impacto estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio”, informou a empresa.
A Light informou que ampliou o número de equipes operacionais nas ruas e mais de 2 mil funcionários estão mobilizados nas atividades. Para agilizar o atendimento e garantir a recomposição da rede com segurança o monitoramento do sistema elétrico foi intensificado.
“O temporal provocou a queda de 220 árvores no município, alguns desses vegetais atingiram diretamente a rede elétrica da companhia, além do lançamento de outros objetos contra a fiação, ocasionando desligamentos e danos em diversas regiões da área de atuação da companhia”, explicou.
Ainda conforme a distribuidora, em vários pontos, a intensidade dos impactos exige um trabalho complexo de reconstrução da rede elétrica. Isso inclui a substituição de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e a remoção de árvores que caíram ou permanecem apoiadas sobre a fiação.
“As equipes da Light seguem trabalhando ininterruptamente na recuperação do sistema, concentrando esforços nas áreas mais afetadas para restabelecer o serviço o mais rápido possível”.
Impactos do vendaval
A jornalista Ana Letícia Ribeiro, mora no bairro da Glória, zona sul do Rio, bem na subida para o bairro de Santa Teresa e ficou sem o fornecimento de energia desde ontem, quando começou o vendaval na cidade. Quando saiu para trabalhar nesta quinta-feira (30) o serviço ainda não tinha sido restabelecido. Segundo Ana Letícia, o zelador do seu prédio contou que a energia lá só deve voltar às 14h.
“Ele falou que o pessoal da Light passou por lá e tinha dito que a previsão era de que voltaria às duas da tarde “, disse à Agência Brasil.
Ela disse que apesar do vendaval ter provocado várias quedas de árvores na Rua Santa Cristina, onde mora e não ter causado danos no prédio e nem no seu apartamento, teve que enfrentar dificuldades. “Passei a madrugada no escuro e sem internet. Hoje faria home office e vim para o trabalho presencial. A sorte é que eu trabalho na Glória bem perto, mas não pude trabalhar de casa. Me trouxe um prejuízo neste sentido”, disse.
“Na semana passada passei por uma questão séria de eletricidade no meu apartamento, então, estou com medo disso ter interferido neste problema que já venho enfrentando de curto circuito. Veio uma pessoa para ajustar e foi ajeitado, mas o problema maior, que é mais estrutural, ainda não foi resolvido”, revelou, acrescentando que está nessa expectativa.
No prédio onde mora, os impactos do vendaval atingiram ainda os vizinhos idosos que tiveram que subir escadas, sem contar, os doentes e acamados que não puderam se deslocar. Márcia teme ter perdido alimentos que estavam na geladeira e podem ter se estragado devido ao tempo sem energia.
A volta para casa também foi com transtornos. “Trabalho na Ilha do Governador [zona norte] e peguei uma carona com uma colega até o centro da cidade. Quando chegou lá, o metrô e o trem estavam com os serviços interrompidos. Próximo à Central do Brasil [principal estação de trens] tinha muita gente nos pontos de ônibus que passavam muito cheios.
“Tive que pegar um no sentido contrário para conseguir um outro mais vazio e ir para casa. Árvores caíram nas ruas, houve desvio de trânsito e muito engarrafamento. Saí da Ilha do Governador às cinco e meia da tarde e só consegui chegar em casa por volta de oito e maia da noite”, relatou.
Também na zona norte, a profissional de educação física, Ana Carolina Vieira, está sem fornecimento de energia desde ontem às 16h20. “Não voltou mais. Hoje já é dia 30, uma hora da tarde e a luz não voltou e nem sinal de que vai voltar. Os transtornos são absurdos. Comida na geladeira estragando, medicamento que precisa ficar refrigerado estragando”, disse à reportagem.
Ana Carolina disse que entrou em contato com a Light e a resposta recebida é que devido à ventania, a empresa está trabalhando para restabelecer a energia elétrica.
“A resposta é essa. Nem passa pela atendente. É uma gravação automática dizendo que a região enfrenta transtornos por conta do vendaval e, por isso, as equipes estão trabalhando, mas sem previsão de retorno e ficamos nisso, sem previsão de retorno”, concluiu.
Enel
Já a Enel, responsável pelo abastecimento das regiões metropolitana, serrana e dos lagos, norte, noroeste e sul fluminense e costa verde informou que normalizou até o início da manhã desta quinta-feira (30), o fornecimento para 83% dos clientes atingidos pelos efeitos dos fortes ventos. Ainda há mais de 100 mil sem o serviço.
“A companhia mantém equipes mobilizadas para restabelecer o serviço aos 130 mil clientes ainda afetados, o equivalente a 4,2% do total atendido pela distribuidora no estado”.
Segundo a fornecedora de energia, a região Sul fluminense foi a que registrou mais prejuízos, especialmente os municípios de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, “onde dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e dificultando o acesso das equipes a diversos pontos de atendimento”.
Conforme informou, desde o início do vendaval, a distribuidora “realiza manobras remotas para agilizar o restabelecimento do serviço e triplicou o número de equipes em campo”.
Os profissionais fazem a recomposição da rede elétrica e atuam na desobstrução de vias interrompidas pela queda de árvores. “A companhia conta com reforço de veículos, equipamentos e técnicos para apoiar o atendimento às ocorrências relacionadas à queda de galhos e árvores”, completou em nota.
Fonte: Agência Brasil