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Delegado aponta imprudência e investiga velocidade em acidente que matou duas jovens em Foz do Iguaçu

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Polícia Civil já ouviu sobreviventes, descarta indícios de racha e aguarda laudos para definir responsabilidades no acidente da Avenida Felipe Wandscheer.
Delegado aponta imprudência e investiga velocidade em acidente que matou duas jovens em Foz do Iguaçu

Por Silmara Santos

Atualizado em

A Polícia Civil de Foz do Iguaçu segue investigando o grave acidente registrado na noite de sexta-feira (24), na Avenida Felipe Wandscheer, que resultou na morte de duas jovens e deixou outros ocupantes do veículo feridos.

Em entrevista coletiva, o delegado William da Rocha Assunção informou que dois dos adolescentes que estavam no carro já foram ouvidos. Segundo os relatos, o grupo participava de uma festa em uma chácara na região quando o motorista decidiu sair para comprar energético.

De acordo com o delegado, inicialmente o condutor teria demonstrado resistência em levar tantas pessoas no veículo, mas acabou concordando. Ao todo, 10 pessoas estavam no automóvel no momento do acidente.

As investigações também analisam a velocidade desenvolvida pelo carro. Conforme o delegado, imagens de câmeras de segurança já foram recolhidas e mostram o veículo momentos antes da colisão. Embora as gravações indiquem que o automóvel aparentemente trafegava em alta velocidade, ainda não é possível confirmar essa informação.

As imagens serão encaminhadas ao Instituto de Criminalística, que fará uma análise técnica para estimar a velocidade do veículo antes do acidente.

A Polícia Civil informou ainda que, pelas evidências reunidas até o momento, não há indícios de que o acidente tenha sido provocado por um racha. As imagens mostram apenas que o carro realizava uma ultrapassagem momentos antes da colisão. O motorista do veículo ultrapassado deverá prestar depoimento para auxiliar na reconstrução dos fatos.

Sobre a responsabilização do condutor, o delegado afirmou que o simples fato de dirigir transportando 10 pessoas em um veículo já pode caracterizar imprudência, circunstância que poderá embasar eventual indiciamento por homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

Outro ponto investigado é a possibilidade de o motorista estar embriagado. Segundo o delegado, não foi possível realizar o teste do etilômetro, pois o condutor já havia sido socorrido quando as equipes policiais chegaram ao local. A Polícia Civil apura se houve coleta de material biológico no hospital e se esse procedimento foi realizado dentro dos requisitos legais.

O inquérito policial tem prazo inicial de 30 dias para conclusão. Segundo William da Rocha Assunção, a prioridade nesta semana é ouvir todos os sobreviventes. Algumas oitivas foram adiadas a pedido dos familiares devido ao abalo emocional dos adolescentes envolvidos.

Crédito das imagens da entrevista: Rede Massa.

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