Motorista de Corsa diz que patinete estava sem iluminação: "Quando vi, ele já estava em cima"
Publicado em
Relacionadas:

Por Silmara Santos
Atualizado em
O motorista do Chevrolet Corsa envolvido no acidente com um patinete elétrico na noite desta segunda-feira (27), na Avenida das Pombas, no Bairro Clarito, em Cascavel, falou sobre a dinâmica da colisão e apresentou sua versão dos fatos.
O acidente deixou ferido um homem de 27 anos, que conduzia o patinete elétrico. Ele sofreu contusões no braço e no joelho direito, recebeu atendimento dos socorristas do Siate e foi encaminhado a uma unidade hospitalar.
Em entrevista, Márcio Raiser afirmou que o carro já estava estacionado quando decidiu desembarcar. Segundo ele, antes de abrir a porta, observou o trânsito, mas não percebeu a aproximação do patinete.
“O carro já estava encostado. Eu olhei, não tinha farol, nada. Não tinha nenhuma identificação de luz no patinete dele. Foi nisso que eu abri a porta. Quando abri, ele já estava no gás.”
De acordo com o motorista, o impacto foi tão forte que danificou a porta do automóvel.
“A porta ficou torta. Vou ter que chamar um rapaz para arrumar, porque levantou a porta com a pancada. Eu jamais abriria a porta para derrubar alguém.”
Márcio também afirmou que, na sua avaliação, o patinete trafegava pelo meio da pista, quando, segundo ele, deveria circular mais próximo ao bordo da via.
“Esses caras estão andando no meio da via. O certo é andar mais no canto. Eu até tenho um vídeo de outro patinete passando aqui da mesma forma.”
Outro ponto destacado pelo motorista foi a ausência de iluminação no equipamento. Ele acredita que, se o patinete estivesse com luzes acesas, teria conseguido perceber sua aproximação.
“Se tivesse iluminação, eu não ia abrir a porta. Eu olhei para trás, mas não vi nada porque não tinha nenhuma luz. Essa rua é escura e um patinete sem iluminação fica muito difícil de enxergar.”
Márcio ainda levantou a hipótese de que o condutor estivesse em velocidade elevada, citando a força do impacto.
“Quando eu vi, ele já estava em cima. Ele bateu na porta e foi parar lá no meio da rua. Será que ele não estava correndo? Se não estivesse, a porta não teria levantado daquele jeito.”
O motorista também comentou que conversou rapidamente com familiares do jovem após o acidente, mas preferiu não discutir a situação no local.
“Falei que não ia discutir. Se for o caso, a Justiça resolve. Na minha concepção, eu estou certo.”
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. Vale ressaltar que a versão apresentada pelo motorista representa seu relato sobre os fatos e deverá ser confrontada com a apuração oficial, além das imagens de câmeras de segurança que registraram o momento da colisão.