Arquidiocese de Cascavel afasta padre Eduardo Bobki do exercício público do ministério sacerdotal
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Por Diego Cavalcante
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A Arquidiocese de Cascavel divulgou uma nota oficial informando o afastamento do padre Eduardo Bobki do exercício público do ministério sacerdotal. A decisão foi formalizada por meio de decreto assinado pelo arcebispo metropolitano, Dom José Mário Scalon Angonese, com vigência a partir de 20 de julho de 2026.
De acordo com o documento, o afastamento foi concedido após requerimento apresentado pelo próprio sacerdote. O decreto informa que a medida foi adotada considerando “o bem espiritual do próprio sacerdote e o bem pastoral do Povo de Deus”, conforme as normas do Código de Direito Canônico.
Durante o período de afastamento, por tempo indeterminado, padre Eduardo Bobki está proibido de exercer publicamente o ministério sacerdotal. Entre as restrições estão a celebração dos sacramentos, a pregação, o exercício de ofícios eclesiásticos e a representação oficial da Arquidiocese, salvo autorização expressa da autoridade eclesiástica.
O decreto também estabelece que o sacerdote permanece incardinado à Arquidiocese de Cascavel, mantendo os direitos e deveres próprios do estado clerical naquilo que não for incompatível com a decisão.
Além disso, padre Eduardo Bobki deverá manter contato periódico com a Cúria Metropolitana e comunicar, por escrito, eventual mudança de residência.
O documento prevê ainda que o sacerdote receberá sua côngrua integral pelo período de seis meses, contados a partir da data de início do afastamento.
Segundo o decreto, a medida permanecerá em vigor até nova determinação da autoridade eclesiástica, podendo ser revista a qualquer momento, conforme o bem da Igreja e do próprio sacerdote.
A Arquidiocese não informou, na nota oficial divulgada, os motivos que levaram ao pedido de afastamento nem detalhes adicionais sobre a decisão. Entretanto, conforme o apurado pela CGN, o sacerdote teria pedido afastamento por uma questão vocacional.


