Mulher é mantida em cárcere privado e consegue pedir socorro à PM de dentro do banheiro
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Por Fábio Wronski
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Ontem, sábado (26), um caso de violência doméstica em Toledo mobilizou equipes da Polícia Militar, após uma mulher ser mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro em um apartamento da cidade. O episódio ocorreu por volta das 3h30, quando a Central de Emergência recebeu um pedido de socorro feito discretamente pela vítima.
Ao chegar ao condomínio indicado, os policiais não conseguiram contato imediato com a solicitante e precisaram do auxílio de moradores para localizar o apartamento. Mesmo diante de movimentação suspeita no interior do imóvel, os ocupantes inicialmente não atenderam aos chamados da equipe policial.
Após alguns minutos e com a iminência de arrombamento da porta, um homem abriu a entrada e se identificou como namorado da vítima. Durante a abordagem, nada de ilícito foi encontrado com ele, apenas chaves de veículos. Em seguida, os policiais encontraram a mulher que havia feito o pedido de socorro.
Segundo relato da vítima, ela mantinha um relacionamento com o suspeito há alguns meses e, nesse período, teria sofrido diversas situações de violência psicológica. Na data do ocorrido, após uma discussão, o homem teria ficado agressivo, segurando-a pelos braços e chacoalhando-a. Ao tentar sair do apartamento, a mulher foi impedida pelo companheiro, que trancou a porta, restringindo sua liberdade de locomoção. Temendo pela própria segurança, ela se refugiou no banheiro, de onde conseguiu acionar a Polícia Militar.
Ainda de acordo com a vítima, ao perceber que a polícia havia sido chamada, o agressor teria cortado os meios de comunicação do imóvel para dificultar o contato dela com terceiros. A mulher permaneceu trancada contra a vontade até a chegada da equipe policial.
Durante a intervenção, a vítima não apresentava lesões aparentes, mas relatou agressão física, violência psicológica, impedimento de saída e supressão dos meios de comunicação. Ela foi orientada sobre seus direitos, as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e manifestou desejo de representar criminalmente contra o autor.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado, junto com a vítima, à Delegacia de Polícia Civil de Toledo para os procedimentos legais cabíveis.