Marque na agenda: foguete da SpaceX atingirá a Lua e efeito visual poderá ser visto da Terra
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Por Luiz Haab
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Um foguete abandonado da SpaceX vai atingir a lua e provocar um espetáculo visual raro que poderá ser acompanhado na Terra
Um pedaço de um foguete da SpaceX que cumpriu sua missão há mais de um ano está prestes a se chocar com a superfície da Lua. O estágio superior de um Falcon 9, que permaneceu vagando pelo espaço após concluir sua missão em 2025, entrou em rota de colisão com a Lua e deve atingi-la no dia 5 de agosto de 2026.
O impacto poderá produzir um clarão, uma enorme nuvem de poeira e possivelmente uma nova cratera, fenômenos que poderão ser registrados por telescópios a partir da Terra. Além de render um raro espetáculo visual, a colisão também deve fornecer informações importantes sobre a superfície lunar e o comportamento de impactos artificiais.
Após vagar pelo espaço por mais de um ano, foguete da SpaceX terminará sua jornada na Lua
Depois de cumprir sua missão em janeiro de 2025, levando dois módulos robóticos privados ao espaço, o estágio superior de um foguete Falcon 9 ficou sem combustível e permaneceu à deriva. Identificado como 2025-010D, o objeto acabou entrando em uma trajetória que terminará com uma colisão na região da Cratera Einstein, localizada no lado visível da Lua.
Com cerca de 12 metros de comprimento, 4 metros de largura e aproximadamente 4 toneladas, o estágio deverá atingir a superfície lunar a uma velocidade próxima de 8.750 km/h. Embora a energia da colisão seja bem alta, os cientistas acreditam que o comportamento do impacto será diferente do provocado por um asteroide. Como o estágio do foguete é uma estrutura metálica oca, a expectativa é que ele seja completamente destruído no momento da batida, sem perfurar profundamente o solo lunar. Mesmo assim, as simulações indicam que o choque será suficiente para formar uma cratera entre 20 e 30 metros de diâmetro, além de lançar uma grande quantidade de poeira e fragmentos.
O fenômeno poderá ser observado da Terra e ajudará cientistas a entender melhor a Lua
Além de criar uma nova cratera, a colisão também poderá ajudar a ciência. Como o impacto acontecerá no lado visível da Lua, os pesquisadores e astrônomos amadores terão a chance de acompanhar o fenômeno com telescópios que conseguem registrar imagens em alta velocidade. A previsão é que a colisão aconteça por volta das 3h35 (horário de Brasília). Segundo especialistas, o evento poderá ser observado também do Brasil, dependendo das condições de observação e dos equipamentos utilizados.
Além dos observadores, missões espaciais também acompanharão o impacto. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, vai fotografar a região antes e depois da colisão, enquanto o Pathfinder Lunar Orbiter, da Coreia do Sul, tentará registrar o momento exato do choque e analisar a dispersão do material ejetado.
Mas por que essa colisão é tão importante para a ciência? Os dados coletados poderão ajudar os cientistas a compreender melhor como crateras artificiais se formam, reagem a impactos e quais são os efeitos da colisão de objetos produzidos pelo ser humano fora da órbita terrestre. As informações também poderão contribuir para futuras missões de exploração lunar e para estudos sobre o comportamento do lixo espacial em trajetórias de longo prazo.
Informações do portal Terra.