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Do café da manhã à louça do jantar: a rotina que raramente entra nas estatísticas

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Celebrado em 22 de julho, o Dia Internacional do Trabalho Doméstico Não Remunerado convida a sociedade a refletir sobre o valor dessas atividades, que garantem o funcionamento dos lares e permitem que milhões de pessoas possam estudar, trabalhar e desenvolver suas carreiras.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação

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Tem uma rotina que começa antes mesmo do despertador tocar. Preparar o café, arrumar a casa, organizar a roupa, cuidar das crianças, acompanhar um idoso, fazer compras, limpar, cozinhar e, quando tudo parece terminado, sempre aparece mais alguma coisa. É um trabalho indispensável, mas que, na maioria das vezes, não gera salário, férias ou reconhecimento formal.

Celebrado em 22 de julho, o Dia Internacional do Trabalho Doméstico Não Remunerado convida a sociedade a refletir sobre o valor dessas atividades, que garantem o funcionamento dos lares e permitem que milhões de pessoas possam estudar, trabalhar e desenvolver suas carreiras.

Um trabalho essencial que quase ninguém contabiliza

Quando se fala em trabalho, muita gente pensa apenas na atividade remunerada. Mas manter uma casa funcionando exige tempo, planejamento, esforço físico e responsabilidade.

São tarefas como cozinhar, lavar roupas, limpar ambientes, fazer compras, acompanhar consultas médicas, ajudar nas tarefas escolares dos filhos e cuidar de familiares que dependem de atenção constante. Somadas, essas atividades ocupam várias horas do dia e, embora não apareçam na folha de pagamento, têm um enorme impacto na qualidade de vida das famílias.

Se todas essas funções precisassem ser contratadas separadamente, o custo seria elevado. Ainda assim, elas costumam ser tratadas apenas como parte da rotina.

Quem faz esse trabalho?

Embora a divisão das responsabilidades domésticas tenha evoluído ao longo dos anos, pesquisas continuam mostrando que a maior parte do trabalho não remunerado ainda recai sobre as mulheres. Ao mesmo tempo, cresce o número de famílias em que homens, avós, filhos e outros parentes compartilham essas tarefas, mostrando uma mudança gradual na forma de organizar o cotidiano.

Mais do que discutir quem faz cada atividade, a data busca reforçar a importância de reconhecer que cuidar de uma casa e das pessoas que vivem nela também exige dedicação, tempo e habilidades que muitas vezes passam despercebidas.

Valorizar também é dividir

O Dia Internacional do Trabalho Doméstico Não Remunerado não foi criado apenas para lembrar uma rotina cansativa. A proposta é incentivar uma reflexão sobre o reconhecimento dessas atividades e sobre a importância de uma divisão mais equilibrada das responsabilidades dentro de casa.

No fim das contas, nenhuma refeição aparece pronta por mágica, a roupa não se lava sozinha e a casa não permanece organizada sem esforço. Reconhecer esse trabalho é um passo importante para construir relações mais justas e lembrar que existem atividades fundamentais para a sociedade que, embora não gerem um contracheque, têm um valor impossível de ignorar.

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