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Mulher recebe 30 picadas de abelha por semana para controlar doença

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Segundo Savannah, os primeiros sintomas surgiram em 2021, enquanto cursava a faculdade, mas se agravaram em 2023.
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Reprodução: Savannah Spoor/Redes Sociais

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

Uma jovem norte-americana chamou a atenção ao revelar que recebe cerca de 30 picadas de abelha por semana como parte de um tratamento alternativo para controlar os sintomas da doença de Lyme. Savannah Spoor, de 23 anos, compartilhou sua rotina em entrevista à revista People e contou que decidiu recorrer à terapia após afirmar que outros métodos não apresentaram os resultados esperados.

Segundo Savannah, os primeiros sintomas surgiram em 2021, enquanto cursava a faculdade, mas se agravaram em 2023. Ela relata ter enfrentado tonturas intensas, fadiga extrema, dificuldade para caminhar e até mesmo para dirigir, o que comprometeu sua independência.

Após receber o diagnóstico da doença de Lyme, a jovem passou por diferentes tratamentos, incluindo antibióticos, oxigenoterapia hiperbárica, infusões intravenosas e suplementação. Como os sintomas persistiram, ela optou por iniciar a chamada terapia com veneno de abelha, conhecida como Bee Venom Therapy (BVT).

O protocolo adotado por Savannah prevê dez picadas de abelha por sessão, realizadas três vezes por semana, totalizando 30 picadas semanais. Ela afirma que levou cerca de oito meses para se preparar antes de iniciar o tratamento e que sempre mantém uma caneta de adrenalina à disposição devido ao risco de reações alérgicas graves.

De acordo com a jovem, a terapia proporcionou melhora na mobilidade e permitiu retomar algumas atividades do dia a dia. Ela também passou a compartilhar sua experiência nas redes sociais para mostrar a evolução do tratamento.

Apesar do relato, especialistas alertam que não há evidências científicas robustas de que o veneno de abelha seja eficaz no tratamento da doença de Lyme. A terapia não faz parte dos protocolos convencionais recomendados para a enfermidade e pode apresentar riscos importantes, como reações alérgicas severas e choque anafilático.

A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados. Quando diagnosticada precocemente, costuma ser tratada com antibióticos prescritos por profissionais de saúde.

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