Médico precisou fazer dreno de tórax em local de acidente: "Se a gente não faz isso, ele para de respirar"
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Por Fábio Wronski
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O médico do Corpo de Bombeiros em Cascavel, Clederson Bitencourt, concedeu entrevista à CGN para relatar o atendimento prestado ao ciclista haitiano de 39 anos, vítima de uma colisão entre carro e bicicleta no cruzamento da Rua Eça de Queiroz com a Rua Maranhão, no bairro Alto Alegre, em Cascavel.
Segundo o médico, a barreira do idioma dificultou a comunicação com a vítima, que fala apenas crioulo. “O rapaz aí haitiano, né? A gente tem a barreira da linguagem da língua, porque ele só fala crioulo. Aparentemente, ele estava de bicicleta descendo ali naquela rua, essa de Queiroz, se eu não me engano, enfim. E acabou sendo colidido com um automóvel ali”, relatou Clederson.
O impacto arremessou o ciclista ao asfalto, causando ferimentos graves. “Ele tem um ferimento corte contuso na região da testa. É um ferimento extenso ali, com suspeita de ter uma fratura no osso ali do crânio. E ele também acabou perfurando o pulmão, né? Quebrou algumas costelas nesse impacto e acabou perfurando o pulmão. Isso dificultou ele respirar, ele ficou com bastante dificuldade para respirar”, explicou o médico do Corpo de Bombeiros em Cascavel.
Diante da gravidade, o médico precisou realizar um procedimento de drenagem de tórax ainda dentro da ambulância. “Aí, lá no local mesmo, nós já drenamos o tórax dele para estabilizar ele, dar conforto para ele. A gente estabilizou ele no local, trouxemos ele aqui para o HUOP. E deve ficar internado aí para seguir com o tratamento aí da lesão do pulmão, que perfurou, provavelmente. E também ali avaliar o crânio, que existe a possibilidade de ter uma fratura ali”, detalhou.
Sobre o procedimento, Clederson destacou a importância da ação rápida: “Ah, com certeza. Se a gente não faz isso ali, ele para de respirar, entra em parada cardiorrespiratória, né? Aí não tem como reverter, né? A reversão só é feita através da drenagem do tórax, porque o ar fica represado dentro do pulmão. Isso vai comprimindo o pulmão e o coração e isso impede do sangue circular e o ar e ele de respirar. Então, o treinamento, a experiência, faz com que a gente tenha essa capacitação e essa habilidade para poder resolver isso aí no pré-hospitalar”, concluiu.