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Após 550 anos, pesquisadores apontam causa provável da morte da musa de Botticelli

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Simonetta morreu em 1476, aos 23 anos, e durante séculos a principal hipótese foi a de que ela teria sido vítima da tuberculose, doença bastante comum na Europa da época.
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O Nascimento de Vênus | Imagem: Wikimedia Commons

Por Redação

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Mais de cinco séculos após a morte de Simonetta Vespucci, considerada por muitos historiadores a musa que inspirou algumas das obras mais conhecidas do pintor renascentista Sandro Botticelli, pesquisadores acreditam ter encontrado a explicação mais provável para o falecimento precoce da jovem.

Simonetta morreu em 1476, aos 23 anos, e durante séculos a principal hipótese foi a de que ela teria sido vítima da tuberculose, doença bastante comum na Europa da época. No entanto, uma nova análise publicada por especialistas sugere que a causa pode ter sido uma condição genética rara conhecida como síndrome de Marfan.

O que levou à nova hipótese

Os pesquisadores revisaram relatos históricos sobre a aparência física e o estado de saúde da jovem, além de descrições preservadas ao longo dos séculos. Entre as características analisadas estão a estatura elevada, o porte extremamente esguio e possíveis alterações compatíveis com a síndrome, que afeta o tecido conjuntivo e pode provocar complicações graves no coração e na aorta.

Segundo os autores, Simonetta pode ter sofrido uma dissecção da aorta, uma complicação frequentemente associada à síndrome de Marfan e que, sem tratamento, pode levar à morte de forma repentina.

Medicina moderna revisita um caso histórico

Embora não seja possível confirmar o diagnóstico mais de 550 anos depois, os pesquisadores afirmam que a nova interpretação reúne evidências históricas e médicas que tornam essa hipótese mais consistente do que a explicação tradicional baseada na tuberculose.

O estudo demonstra como conhecimentos da medicina contemporânea podem oferecer novas interpretações para acontecimentos históricos e contribuir para esclarecer casos que permaneceram sem resposta durante séculos.

Fonte: Paolo Pozzilli é Professor Honorário de Diabetes e Pesquisa Clínica, Queen Mary University of London. Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.

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