Vídeo mostra adolescente cercada, derrubada e agredida com chutes no rosto em caso de xenofobia

Publicado em

Relacionadas:

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

A CGN teve acesso a vídeos que registram o momento em que uma adolescente venezuelana de 15 anos é violentamente agredida por um grupo de colegas nesta sexta-feira (10), no Bairro Universitário, em Cascavel. As imagens reforçam a gravidade do caso, que já era acompanhado pelas autoridades após a jovem ser socorrida pelo Siate.

Nos vídeos, é possível ver diversas estudantes, todas vestindo roupas características de festa junina, cercando a adolescente. Em seguida, a vítima é derrubada no chão e passa a ser alvo de uma sequência de agressões. Mesmo caída, ela recebe diversos chutes e pisões na região do rosto, enquanto outras alunas acompanham a cena.

Após o ataque, a adolescente foi encontrada por moradoras da Rua Três Amigos, que a levaram até a residência da mãe. O Corpo de Bombeiros, por meio do Siate, foi acionado e encaminhou a jovem para atendimento médico. Ela apresentava diversos hematomas e escoriações pelo corpo, além de ter perdido uma unha durante as agressões.

Segundo a mãe da vítima, esta é a terceira vez que a filha sofre agressões desde que passou a estudar no Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho. A família acredita que os ataques tenham relação com preconceito por ela ser venezuelana e enfrentar dificuldades para falar português.

Diante da repercussão do caso e das imagens obtidas pela reportagem, a CGN entrou em contato com o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cascavel, que encaminhou uma nota oficial.

Nota do Núcleo Regional de Educação de Cascavel

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cascavel informa que acompanha o caso envolvendo uma estudante de 15 anos do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho. A estudante passa bem.

A direção da unidade escolar adotou as providências, acompanha a estudante e sua família, presta o apoio e orientou a mãe da adolescente quanto ao registro de boletim de ocorrência.

O caso será investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e definir as medidas cabíveis em relação aos envolvidos.

O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Militar, pelo Conselho Tutelar e pelos órgãos responsáveis. As circunstâncias da agressão serão apuradas pelas autoridades competentes, que deverão identificar todos os envolvidos e adotar as medidas previstas em lei.

Resumo do que aconteceu

Menina venezuelana é atacada brutalmente por colegas em Cascavel: o que aconteceu?
R: Uma adolescente venezuelana de 15 anos foi agredida por sete colegas na manhã de 10 de julho de 2026, no bairro Universitário, em Cascavel, Paraná. Ela foi encontrada caída na rua com vários ferimentos e socorrida pelo Siate e Corpo de Bombeiros.
Por que a adolescente foi agredida por colegas?
R: Segundo a mãe da vítima, a agressão aconteceu devido ao preconceito contra a origem estrangeira da menina e suas dificuldades em falar português, caracterizando um caso de xenofobia e bullying.
Quantas vezes a menina já sofreu agressões na escola?
R: Esta foi a terceira vez que a adolescente foi agredida por colegas. Duas agressões ocorreram dentro da escola e a terceira, na rua, após a saída das aulas.
Como foi o resgate da vítima após a agressão?
R: Moradoras da região encontraram a adolescente caída na rua e a levaram até a casa da mãe, que acionou o socorro. O Siate constatou vários hematomas, escoriações e a perda de uma unha da vítima.
Qual escola está envolvida no caso?
R: A adolescente estuda no Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho, em Cascavel.
Quais autoridades foram acionadas após a agressão?
R: O Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram chamados para registrar a ocorrência e iniciar o acompanhamento do caso.
A escola tomou alguma atitude após as agressões anteriores?
R: Segundo a mãe, após a segunda agressão, ela pensou em buscar apoio judicial, mas foi desencorajada pela direção do colégio, que não queria que o caso fosse divulgado.
Quais foram os ferimentos sofridos pela menina?
R: A adolescente teve vários hematomas, escoriações pelo corpo e perdeu uma unha durante o ataque.
Como a mãe da vítima reagiu ao ocorrido?
R: A mãe ficou emocionada e desabafou que a família veio ao Brasil em busca de uma vida melhor, mas agora vive com medo e pede apenas o direito de estudar e viver em paz.
O caso gerou debate na cidade?
R: Sim, o caso reacendeu o debate sobre xenofobia e bullying nas escolas de Cascavel.
A vítima já havia sofrido xenofobia antes?
R: Sim, a mãe relata que todas as agressões sofridas pela filha foram motivadas por preconceito devido à sua origem venezuelana e dificuldade com o idioma.
Como está o acompanhamento do caso pelas autoridades?
R: O Conselho Tutelar e a Polícia Militar iniciaram acompanhamento do caso após o registro da ocorrência.
O que a família espera após as agressões?
R: A mãe pede apenas que a filha tenha o direito de estudar e viver em paz no Brasil, sem sofrer mais agressões ou preconceito.
X