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Antes mesmo da intensificação do El Niño, Defesa Civil reforça ações para enfrentar temporais no Paraná

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Fenômeno deve provocar chuvas acima da média, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizament...
Antes mesmo da intensificação do El Niño, Defesa Civil reforça ações para enfrentar temporais no Paraná

Por Silmara Santos

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O avanço do fenômeno El Niño já colocou a Defesa Civil do Paraná em estado de preparação. Diante da previsão de chuvas acima da média nos próximos meses, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado, o órgão intensificou o trabalho de prevenção junto aos municípios para reduzir os impactos provocados por temporais.

As informações foram atualizadas nesta quinta-feira (9) por centros internacionais especializados, entre eles a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), e também constam em uma nova nota técnica divulgada pelo Simepar. A previsão é de que o El Niño se fortaleça ao longo do inverno e alcance seu pico entre a primavera de 2026 e o verão de 2027, com mais de 80% de probabilidade de atingir intensidade forte a muito forte.

Segundo o porta-voz da Defesa Civil Estadual, capitão Marcos Vidal, o planejamento começou ainda no início do ano, antes mesmo da confirmação do fortalecimento do fenômeno.

“Desde as primeiras informações sobre a possibilidade de o El Niño se estabelecer, especialmente quando as projeções passaram a indicar um evento de maior intensidade, a Defesa Civil iniciou ações de preparação junto aos municípios”, destacou.

De acordo com o capitão, foram realizadas simulações de resposta, principalmente na região litorânea, considerada uma das áreas mais sensíveis devido ao histórico de desastres naturais. Além disso, o Governo do Estado promoveu reuniões com diversas secretarias para definir estratégias de atendimento à população em caso de ocorrências.

Entre as ações já desenvolvidas estão o planejamento de abrigos, a mobilização dos núcleos regionais da Defesa Civil e o reforço das orientações às prefeituras para atualização dos planos de contingência. Também foram recomendadas medidas preventivas como limpeza de bueiros, desassoreamento de rios e monitoramento de encostas com risco de deslizamentos.

“O trabalho continua sendo realizado em conjunto com os municípios e associações de prefeitos para garantir que todos estejam preparados para responder rapidamente caso ocorram eventos extremos”, reforçou Marcos Vidal.

Oeste e Sudoeste devem concentrar maiores volumes de chuva

A nota técnica do Simepar aponta que todas as regiões do Paraná deverão registrar precipitações acima da média climatológica. No entanto, as regiões Oeste e Sudoeste concentram a maior preocupação, principalmente na bacia do Rio Iguaçu, onde são esperados os maiores acumulados de chuva.

O estudo também alerta que episódios de El Niño de forte intensidade favorecem a formação de sistemas capazes de provocar chuvas intensas em curtos períodos, além de rajadas de vento, grande incidência de raios e, eventualmente, queda de granizo.

Na primavera, período em que os efeitos do fenômeno costumam ser mais intensos no Sul do Brasil, aumentam os riscos de inundações, enxurradas, alagamentos e movimentos de massa.

Embora os cenários indiquem maior frequência de chuva, o Simepar ressalta que a ocorrência dos temporais dependerá da atuação de sistemas meteorológicos específicos, como frentes frias e áreas de baixa pressão. Por isso, o acompanhamento diário das previsões do tempo continuará sendo fundamental durante todo o período de atuação do El Niño.

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