Tarcísio de Freitas sobre Simone Tebet e Marina Silva: 'Levaram cartão vermelho de MS e AC'
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Por Agência Estado
O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 8. A gravação foi feita durante um encontro fechado com pré-candidatos do Republicanos.
“Com todo o respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir”, disse Tarcísio. “Foram servir o Mato Grosso do Sul e o Acre, e levaram o cartão vermelho do Mato Grosso do Sul e do Acre. Se fossem concorrer por lá, não seriam eleitas. E, pode ter certeza, não serão aqui também.”
A gravação foi publicada por um dos pré-candidatos ao Senado apoiados por Tarcísio, o ex-secretário estadual da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP).
A crítica, porém, ocorre apesar de o próprio governador não ser paulista. Tarcísio nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1975, e transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo em 2022, ano em que foi eleito para comandar o Estado a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Marina é natural do Acre, mas exerce mandato de deputada federal por São Paulo desde 2022. Tebet, por sua vez, foi senadora por Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022 e deve disputar pela primeira vez um cargo eletivo pelo Estado paulista. Em 2026, ela oficializou a transferência de seu domicílio eleitoral para a capital paulista.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira, 6, mostrou que Marina e Tebet lideram a disputa ao Senado. Elas aparecem com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente. As ex-ministras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão à frente dos pré-candidatos apoiados por Tarcísio: o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), aparece com 11% e Derrite tem 10%.
Tarcísio também mirou seu principal adversário nas eleições deste ano, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Ao criticar o petista, o governador repetiu o apelido jocoso usado por bolsonaristas para associá-lo ao aumento de impostos no governo federal.
“Nosso projeto não é aumentar imposto, não é aumentar tarifa, igual os outros fazem por aí, não. Que gastam demais e depois aumentam a taxa. Não é assim que essa turma fez aí? Não é assim que o “Taxad fez?”, disse Tarcísio.