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Bolsas em NY fecham em queda com disparada do petróleo e pressão no setor de tecnologia

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O Dow Jones fechou em queda de 0,25%, aos 52.925,15 pontos. O S&P 500 cedeu 0,45%, a 7.503,85 pontos. Já o Nasdaq encerrou em baixa de...

Por Agência Estado

As bolsas de Nova York fecharam em queda, com os papéis de tecnologia mais uma vez pressionados, em meio à forte alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. O movimento ocorreu após relatos de que os Estados Unidos irão revogar a licença que permitia a venda de petróleo iraniano, em resposta a ataques atribuídos ao país persa contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

O Dow Jones fechou em queda de 0,25%, aos 52.925,15 pontos. O S&P 500 cedeu 0,45%, a 7.503,85 pontos. Já o Nasdaq encerrou em baixa de 1,16%, nos 25.818,69 pontos.

O aumento das tensões no Oriente Médio pressionou as bolsas em Nova York. O petróleo, que encerrou em alta perto de 3% no pregão regular, disparou a 5% no pregão eletrônico com o noticiário envolvendo Estados Unidos e Irã.

Com o cenário mais adverso, os investidores intensificaram a fuga de ativos de risco, sobretudo de nomes de tecnologia ligados à inteligência artificial (IA). As ações da Intel caíram 9,66%, Micron (-4,7%)e AMD (-6,5%) também registraram perdas, enquanto o fundo ETF VanEck Semiconductor caiu mais de 3%.

Já a SpaceX caiu 6,8% em meio à sua entrada, nesta terça-feira, no Nasdaq-100.

Em notícias ligadas à IA, a Microsoft anunciou que substituiu modelos da Anthropic e da OpenAI por um de desenvolvimento próprio, visando a redução de custos. Enquanto isso, a chinesa DeepSeek estaria desenvolvendo seu próprio chip de IA.

Para Kelvin Wong, analista da Oanda, as expect (0,54%)ativas em tecnologia estão “precificadas à perfeição absoluta” e qualquer gargalo microeconômico no curto prazo, ou uma contração mais ampla da liquidez macroeconômica, pode desencadear uma rápida reversão para baixo. “Isso reflete as vulnerabilidades técnicas observadas no setor de semicondutores e de IA”, explica.

No sentido oposto, ações de gigantes do petróleo como a ExxonMobil e Chevron avançavam mais de 3%.

As ações da Accenture subiram 3,8% após a companhia assinar um contrato multimilionário com a Agência de Comunicações e Informação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Meta avançou 2,5% após colocar à disposição o Muse Image, um modelo de geração de imagens que utiliza raciocínio avançado para compreender comandos e permite transformar ideias em imagens relevantes e de alta qualidade.

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