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Por unanimidade, funcionários dos Correios aderem à greve em todo o Paraná

Uma votação foi realizada de forma online e apenas seis pessoas foram contrárias ao movimento......

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Por Ricardo Oliveira

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Funcionários dos Correios participaram na noite desta segunda-feira de uma assembleia virtual para discutir a possibilidade de greve dos trabalhadores.

Durante transmissão ao vivo pelas redes sociais, os Diretores do sindicato nas regionais argumentaram sobre a necessidade da união dos trabalhadores nesse momento em que a convenção coletiva está ameaçada.

Além disso, eles reforçaram o medo que a empresa seja privatizada e haja um desemprego em massa.

Ainda no ano passado, ficou acordado que a convenção coletiva valeria para o ano de 2019 e também 2020, porém uma ação cancelou a decisão.

O acordo firmado no ano passado entre os Correios e sindicato tinha 79 cláusulas, porém não teria sido respeitado, de acordo com o Sintcom.

Ao todo cerca de 1 mil pessoas participaram da votação em todo o Paraná e apenas seis foram contrários ao movimento.

Sendo assim, a partir das 22h desta segunda-feira os funcionários dos Correios estão em greve em todo o Paraná.

A partir de amanhã os trabalhadores estarão em frente das agências mobilizados com faixas até que a situação seja resolvida.

Atualização

A assessoria de imprensa dos Correios entrou em contato com a CGN se posicionando sobre a greve dos trabalhadores.

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques em anexo que comprovam tais afirmações.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

https://cgn.inf.br/noticia/214114/ao-vivo-funcionarios-dos-correios-participam-de-assembleia-e-greve-pode-ser-deflagrada-hoje
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