Irena aponta em relatório que Brasil evitou gastar US$ 32,4 bi em energia fóssil em 2025
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Por Agência Estado
A Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) apontou, em relatório publicado na quinta-feira, 2, que a infraestrutura de energia renovável no Brasil evitou gastos de US$ 32,4 bilhões em energia fóssil, que deixou de ser importada ou consumida no ano de 2025. Isso colocou o país na terceira posição entre as 20 maiores economias mundiais.
A China lidera o levantamento ao deixar de gastar US$ 176,8 bilhões. Os EUA vêm na sequência, com um montante de US$ 34,6 bilhões. Para quantificar isso, a Agência Internacional fez um comparativo da geração a partir de fontes renováveis em 2025 com um cenário em que cada país atenderia à mesma demanda ampliando seu parque existente de usinas a carvão e a gás.
Ou seja, não é exatamente uma economia de gastos porque os recursos foram direcionados para as fontes limpas. Ao considerar, no total, as 20 principais economias, a energia renovável evitou gastos estimados em US$ 377 bilhões (em valores de 2025) com as fontes fósseis. Isso significa que cerca de 6,6 gigatoneladas (Gt) de dióxido de carbono (CO2) deixaram de ser emitidas em 2025.
Para o Brasil, a geração de energia renovável impediu a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 2025. “A expressiva geração hidrelétrica do país é avaliada em comparação com a geração a gás e carvão que, de outra forma, teria operado, ainda que hoje reste pouca geração de origem fóssil em seu sistema”, diz o levantamento ao tratar do Brasil.
Em nota, ao comentar os números, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que está conduzindo “ações estratégicas” para acelerar a transição energética e possibilitar a descarbonização da economia. “O Brasil demonstra ao mundo que é possível combinar segurança energética, competitividade e sustentabilidade”, disse o ministro Alexandre Silveira em comentário divulgado pelo Ministério.
O governo federal oficializou ontem o documento que apresenta projeções para a evolução da oferta e da demanda de energia no Brasil nos próximos dez anos. É o chamado Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035). Há perspectiva de investimentos da ordem de R$ 3,5 trilhões ao longo do horizonte decenal para sustentar o crescimento da demanda interna, a modernização da infraestrutura e a “inserção competitiva” do Brasil na economia de baixo carbono, de acordo com a estimativa.