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Bandidos tentam aplicar golpe por videochamada usando IA e família quase perde R$ 5 mil

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A cena era extremamente convincente. A imagem, a voz e a narrativa pareciam reais. Em estado de choque, o pai já realizava uma transferência via P...
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Foto: Reprodução/Rosi Rodrigues

Por Isabella Chiaradia

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Uma família de Umuarama viveu momentos de desespero no último domingo (28) e quase perdeu R$ 5 mil após ser alvo de um golpe que utilizou inteligência artificial para simular uma videochamada da própria filha. A jovem aparecia usando o uniforme do hospital onde trabalha como técnica em enfermagem, dizia ter sofrido um acidente e pedia dinheiro com urgência.

A cena era extremamente convincente. A imagem, a voz e a narrativa pareciam reais. Em estado de choque, o pai já realizava uma transferência via Pix quando aconteceu o inesperado: a verdadeira filha entrou em casa.

Ela havia retornado durante o intervalo do trabalho porque havia esquecido o celular em casa.

Pelas normas sanitárias e pelos regulamentos técnicos da instituição onde atua, a jovem não utiliza o celular pessoal durante o expediente. O aparelho permanece guardado em um armário e só é acessado nos horários de pausa. Em situações adversas, a família pode entrar em contato pelos canais oficiais da instituição, mas ninguém pensou nisso naquele momento.

“Moro perto, então peguei a moto e fui em casa buscar meu celular. Quando cheguei, minha mãe e meu pai estavam desesperados. Meu pai já estava fazendo um Pix de R$ 5 mil. Quando entrei, os dois quase desmaiaram. Eu não entendi nada. Na mesma hora, o bandido desligou a ligação e bloqueou o número da minha mãe. Foi por muito pouco.”

A mãe conta que, durante toda a conversa, não teve qualquer dúvida de que estava falando com a própria filha, embora o número de telefone fosse outro.

“Era por videochamada e ela sabia tudo. Sabia onde trabalhava, conhecia nossos nomes. Era o rosto dela e ela aparecia usando o uniforme do hospital. Não duvidamos em nenhum momento. Foi um pesadelo.”

Como funciona o golpe

O caso ilustra uma modalidade criminosa que tem preocupado especialistas em segurança digital em todo o mundo. Os chamados deepfakes — vídeos e áudios produzidos com inteligência artificial capazes de reproduzir rostos, vozes e expressões faciais com alto grau de fidelidade — vêm sendo utilizados para aplicar fraudes financeiras cada vez mais sofisticadas.

Segundo especialistas em segurança cibernética, fotos, vídeos, rotina, vínculos familiares, locais de trabalho e outras informações compartilhadas publicamente podem servir de matéria-prima para golpes desse tipo.

Como se proteger

Especialistas orientam que as famílias adotem medidas simples para reduzir os riscos:

  • Criar uma palavra-chave para situações de emergência;
  • Nunca fazer transferências bancárias sob pressão emocional;
  • Confirmar pedidos de dinheiro por outro meio de comunicação antes de realizar qualquer pagamento;
  • Reduzir a quantidade de informações pessoais expostas nas redes sociais.

O episódio terminou sem prejuízo financeiro, mas serve de alerta. Com o avanço da inteligência artificial, ver o rosto ou ouvir a voz de uma pessoa conhecida já não é garantia de autenticidade. A tecnologia que transforma áreas como saúde, educação e comunicação também vem sendo explorada por criminosos para tornar golpes cada vez mais convincentes.

Com informações de Rosi Rodrigues via O Bem Dito

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