Trabalhadores dos Correios de Cascavel decidem hoje se vão aderir à greve
Pedido é que acordo coletivo do ano passado tenha validade também para este ano...
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Por Mariana Lioto
Os funcionários dos Correios de Cascavel participam na noite desta segunda-feira de uma assembleia virtual sobre a adesão à greve nacional.
A diretora do sindicato, Elisabete Barbosa Ortiz, acredita que haverá aprovação da paralisação que deve afetar tanto o atendimento nas agências quanto as entregas.
O pedido dos trabalhadores é que seja mantido um acordo feito no ano passado.
“No ano passado teve uma luta e no dissídio conseguimos a bianualidade do acordo coletivo, ou seja, o acordo do ano passado deveria ser mantido para este ano. Uma ação, no entanto, cancelou a decisão. O acordo tinha 79 cláusulas, passou no dissídio e a empresa não respeitou a sentença normativa e nos obrigou a negociar o acordo coletivo mesmo com a pandemia e apresentou uma pauta tirando 70 direitos adquiridos nossos. O que queremos é que o acordo seja mantido”.
Já houve uma votação no dia 4 onde a greve foi aprovada. A assembleia de hoje vai aprovar a adesão à unificação da greve em todo o país a partir das 22 horas de hoje.
Se for aprovada, a greve poderá afetar a partir de amanhã todos os setores de entrega e postagem.
Atualização
A assessoria de imprensa dos Correios fez contato com a CGN e se manifestou em nota:
“Nesta segunda-feira (17), os serviços dos Correios estão sendo prestados normalmente, em todo o Brasil. Ressalta-se que a empresa possui Plano de Continuidade de Negócios, para continuar atendendo à população em qualquer situação adversa.
No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, os Correios têm conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.
Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da saúde financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.
A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.
Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.”
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