Bolsas da Europa fecham em queda em meio à fraqueza global das ações de tecnologia
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Por Agência Estado
As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, 26, ainda com o setor de tecnologia sob pressão, em meio a temores de que o ciclo de expansão da inteligência artificial (IA) esteja elevando os custos da cadeia de semicondutores. O movimento acompanhou o enfraquecimento das bolsas asiáticas, enquanto a queda dos preços do petróleo e a busca por ativos defensivos também influenciaram o humor dos investidores.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,21%, a 10.508,02 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,25%, a 24.681,72 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,55%, a 8.384,87 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,00%, a 51.265,35 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,43%, a 19.430,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,23%, a 9.136,18 pontos. As cotações são preliminares.
O setor tech cedeu 1,5%, enquanto o setor de energia caiu quase 2% com o recuo do petróleo. Entre outras ações, a varejista alemã Zalando recuou cerca de 7,2% em Frankfurt, após o regulador financeiro do país abrir uma auditoria sobre suas demonstrações financeiras relacionadas à aquisição da About You.
A alemã Bayer também apagou ganhos maiores registrados ao longo do pregão e fechou estável, após salto de quase 17% na véspera depois de a Suprema Corte dos EUA decidir a seu favor em um caso envolvendo alegações de que o herbicida Roundup causa câncer.
No noticiário econômico, pesquisa do Banco Central Europeu (BCE) mostrou que a expectativa dos consumidores para a inflação da zona do euro em 12 meses caiu de 4% para 3,5% em maio.
O ING vê desaceleração das pressões inflacionárias, mas isso dificilmente mudará a expectativa de mais uma alta de juros do BCE neste ano. Já o Commerzbank afirmou que a inflação mais fraca e a queda do petróleo fortalecem a percepção de que o pico inflacionário ficou para trás.
Investidores ainda monitoram notícia de que China e União Europeia (UE) correm o risco de entrar em uma guerra comercial, após novas acusações de protecionismo feitas por Pequim.
*Com informações da Dow Jones Newswires