Megaoperação da Polícia Civil prende 27 suspeitos e desmantela quadrilha de tráfico interestadual
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Por Fábio Wronski
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Uma grande operação realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (24) resultou na prisão de 27 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas. A ofensiva mobilizou mais de 200 policiais e aconteceu simultaneamente em 17 cidades de quatro estados, com apoio das polícias Militar, Penal e civis de São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.
A ação começou nas primeiras horas do dia, com o cumprimento de 25 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em cidades do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Cães farejadores ajudaram nas buscas, que resultaram também na apreensão de cerca de R$ 30 mil e ₲$ 10 mil (Guaranis paraguaios) em dinheiro, além de drogas. No Mato Grosso do Sul, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico.
Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de investigados, apontados como responsáveis pelo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O objetivo é cortar o fluxo financeiro e enfraquecer a estrutura criminosa.
Segundo a PCPR, as investigações começaram há cerca de três anos, após a apreensão de 1,1 tonelada de drogas em Maringá, em parceria com a Receita Federal. A partir daí, os policiais identificaram o grupo criminoso com base em Loanda (PR) e, com o aprofundamento das investigações, descobriram uma estrutura complexa de produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira do tráfico.
A quadrilha mantinha fornecedores e áreas de produção de drogas no Mato Grosso do Sul, preparava veículos com compartimentos secretos e atravessava entorpecentes pelo Rio Paraná. Os carregamentos eram armazenados em cidades como Icaraíma e Loanda e depois distribuídos para outros estados, inclusive usando caminhões, carros de passeio e até ônibus.
O grupo contava ainda com um núcleo financeiro dedicado a movimentar e ocultar o dinheiro obtido com o tráfico. Contas bancárias de pessoas e empresas eram usadas para receber e repassar valores, facilitando a lavagem dos lucros do crime.
Com a conclusão da operação, todos os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. As informações são de documento oficial da PCPR, acessado nesta quarta-feira (24).