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Cristovão Tezza é o vencedor do prêmio Machado de Assis 2026, da ABL

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Tezza é autor de mais de 20 obras de ficção, com traduções para diversos países. Entre seus principais romances estão Trapo (1988), que o lançou naci...

Por Agência Estado

Cristovão Tezza é o vencedor do Prêmio Machado de Assis 2026, concedido anualmente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). O autor de O Filho Eterno, entre outros sucessos, foi reconhecido pelo conjunto de sua obra e receberá o prêmio de R$ 100 mil no dia 23 de julho na cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL.

Tezza é autor de mais de 20 obras de ficção, com traduções para diversos países. Entre seus principais romances estão Trapo (1988), que o lançou nacionalmente, A Suavidade do Vento (1991), Juliano Pavollini (1992), Breve Espaço Entre Cor e Sombra (1988) e O Fotógrafo (2004).

Nos últimos anos, o escritor se dedicou a compor um retrato da elite intelectual do Brasil com livros como Um Erro Emocional, O Professor e A Tradutora – que garantiu o segundo lugar na categoria romance do Prêmio Jabuti em 2017.

Sua produção também inclui as obras A Tirania do Amor (2018), A Tensão Superficial do Tempo (2020), a coleção de contos Beatriz (2011), Um Erro Emocional (2010) e Beatriz e o Poeta (2022).

Na área da não ficção, Cristovão publicou duas antologias de crônicas – Um Operário em Férias (2013) e A Máquina de Caminhar (2016), sua autobiografia literária O Espírito da Prosa (2012), entre outros.

Seu maior sucesso, o romance O Filho Eterno, foi adaptado para cinema (direção de Paulo Machline) e para o teatro (direção de Daniel Herz, no Brasil e na Argentina, com texto adaptado por Bruno Lara Rezende), e recebeu no Brasil os prêmios Jabuti, Oceanos, Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura.

Já seu mais recente trabalho, Visita Ao Pai, definido por ele como um “romance da memória” sobre a correspondência deixada por seu pai, acaba de ser lançado pela Companhia das Letras.

Outros vencedores do Prêmio Machado de Assis 2026

Maria Amélia Mello, uma das profissionais mais renomadas do mercado editorial brasileiro, com décadas de atuação como editora, jornalista e poeta, foi indicada para a medalha Joaquim Nabuco, oferecida a personalidades de relevo na cultura brasileira, junto com a FIRJAN.

Maria Amélia foi reconhecida por sua habilidade em descobrir e trabalhar com grandes autores, construiu uma carreira histórica em editoras como José Olympio e Autêntica.

A medalha Rachel de Queiroz, por reconhecimento de serviços prestados à Academia por pessoas ou instituições vai para o jornalista e advogado mineiro Rogerio Faria Tavares e para o médico Gilberto Schwartsmann.

A historiadora mineira Heloisa Starling vai receber a medalha João Ribeiro, destinada a quem se destaca na área do estudo da língua.

E a medalha Francisco Alves, concedida a pessoa ou instituição que tenha produzido trabalho de relevo sobre questões do ensino e da educação no Brasil vai para a educadora Petronilha Gonçalves e Silva.

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