CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

‘A direita precisa estar unida’: Deltan fala sobre Bolsonaro, Moro, impeachment no STF e eleições

Publicado em

O pré-candidato ao Senado participou de entrevista no estúdio da CGN falando sobre temas polêmicos...
‘A direita precisa estar unida’: Deltan fala sobre Bolsonaro, Moro, impeachment no STF e eleições

Por Fábio Wronski

Atualizado em

Nesta quinta-feira (18), a CGN recebeu o pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol, que lidera as pesquisas para o pleito de 2026. O ex-procurador da República foi coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2021, responsável pela condenação de diversos políticos e empresários e pela recuperação de R$ 15 bilhões desviados, principalmente, da Petrobras.

Deltan veio a Cascavel para o lançamento da pré-campanha a deputado federal do atual vice-prefeito Henrique Mecabô, também do Partido Novo. Dallagnol ressaltou o conhecimento adquirido pelo vice-prefeito, que busca atuar em âmbito nacional, contribuindo para a captação de recursos e o desenvolvimento de Cascavel, da Região Oeste e do Paraná.

Dallagnol afirmou que Henrique Mecabô é um exemplo de gestor e servidor público, destacando sua formação em economia, inclusive com estudos realizados no Canadá, e sua decisão de retornar ao Brasil para contribuir com o país. Segundo ele, Mecabô optou pela vida pública mesmo tendo oportunidades na iniciativa privada e tem defendido pautas ligadas à honestidade, competência e boa gestão. Também ressaltou que, apesar de ter sido eleito vice-prefeito de Cascavel, seu potencial não foi plenamente aproveitado na administração municipal, motivo pelo qual busca ampliar sua atuação em Brasília.

Deltan Dallagnol está elegível?

Conforme decisão do próprio TSE, Dallagnol teve o mandato cassado em razão de sua saída da Procuradoria. No entanto, a decisão não o tornou inelegível. As especulações de adversários políticos, como Gleisi Hoffmann e Zeca Dirceu, que publicaram conteúdos afirmando que Deltan estaria inelegível, chegaram a ser removidas das redes sociais pelo TRE-PR, mas posteriormente foram liberadas pelo STF sob o entendimento de liberdade de expressão.

Na entrevista à CGN, Dallagnol afirmou estar elegível e disse que os representantes do PT buscam chamar atenção: “Eu queria pedir até uma ajuda aí: ajudem a Gleisi Hoffmann, ajudem o Zeca Dirceu. Eles têm postado que eu estou inelegível. A Gleisi lidera a rejeição aqui no Paraná e eu lidero as pesquisas de intenção de voto. Então eles estão precisando de uma atençãozinha.”

Sérgio Moro

Ao ser questionado sobre Sérgio Moro e sobre a possibilidade de ele ser um bom governador, Dallagnol relembrou os tempos da Lava Jato, afirmando que a operação trouxe resultados positivos ao país, mas foi interrompida por razões políticas.

Ele destacou que, após ter sido eleito deputado federal com 344 mil votos e posteriormente perder o mandato, compreendeu a importância do trabalho em equipe. Como líder do Novo no Paraná, afirmou que pretende caminhar ao lado de Moro e de outros aliados nas próximas eleições.

Dallagnol afirmou que recebeu reconhecimento por sua atuação parlamentar e que a cassação do mandato não o fez desistir da vida pública. Segundo ele, a experiência mostrou que mudanças políticas dependem da formação de equipes comprometidas com honestidade, competência e boa gestão. Também elogiou o trabalho de Sérgio Moro e Felipe Barros, destacando a atuação de ambos em pautas relacionadas ao combate à corrupção e à segurança pública.

Deltan critica Zema, companheiro de partido

O ex-procurador também comentou as declarações de Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, que criticou o senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de mensagens relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse.

Dallagnol afirmou que Zema possui um histórico positivo de gestão em Minas Gerais, mas considerou equivocadas as críticas feitas a Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a direita precisa permanecer unida para enfrentar o PT nas próximas eleições.

Ele disse que Zema realizou uma gestão eficiente em Minas Gerais, reduzindo o déficit do estado e obtendo avanços em áreas como educação e segurança pública. Apesar disso, considerou inadequadas as críticas feitas a Flávio Bolsonaro, argumentando que ataques entre lideranças da direita acabam fortalecendo adversários políticos.

Propostas para o Senado

Desde os tempos em que atuava como procurador em Curitiba, Dallagnol vem elaborando propostas voltadas ao combate à corrupção, ao enfrentamento da impunidade e à limitação de poderes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, o Brasil precisa fortalecer a segurança jurídica e combater a impunidade para criar condições favoráveis ao crescimento econômico. Entre as propostas defendidas estão mudanças no processo de impeachment de ministros do STF, restrições a decisões monocráticas, redução da maioridade penal para crimes graves, ampliação da proteção jurídica a policiais, retomada da prisão após condenação em segunda instância, criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos e o fim do foro privilegiado.

Ao defender as medidas, afirmou que elas poderiam “revolucionar o Brasil” e ressaltou que a implementação dessa agenda dependerá da eleição de representantes alinhados a essas pautas e da mobilização popular.

Impeachment de ministros do STF

Nos últimos anos, mesmo sem mandato, Dallagnol tem se posicionado de forma crítica a decisões e ações de ministros do STF.

Durante a entrevista, afirmou que determinadas situações poderiam justificar o afastamento ou até a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte. Como exemplo, citou questionamentos envolvendo contratos ligados à esposa do ministro Alexandre de Moraes, defendendo que eventuais suspeitas sejam investigadas de forma imparcial.

Dallagnol também criticou o que considera tratamento desigual entre cidadãos comuns e autoridades públicas, além de relacionar o tema ao combate à corrupção e ao uso de recursos públicos na política.

Fortes candidatos a deputado federal

Dallagnol destacou a força da chapa de pré-candidatos do Partido Novo para a Câmara dos Deputados no Paraná. Segundo ele, a legenda se diferencia por mecanismos internos de transparência e controle contra a corrupção.

Entre os nomes citados estão Guilherme Kilter, Jeffrey Chiquini, Henrique Mecabô, Homero Marchese e Paulo Martins. Na avaliação do ex-procurador, o grupo reúne experiência, capacidade de gestão e alinhamento com as pautas defendidas pelo partido.

Ele afirmou que a expectativa do Novo é conquistar entre quatro e cinco cadeiras na Câmara Federal pelo Paraná.

Eleições para a Presidência

Ao abordar o cenário para a eleição presidencial de 2026, Dallagnol afirmou que a direita precisa se unir para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual tentativa de reeleição.

Ele criticou o governo do PT, alegando que o partido adota políticas econômicas equivocadas e promove gastos públicos excessivos. Também afirmou que setores como as forças de segurança, o agronegócio e agentes envolvidos no combate à corrupção não recebem o devido reconhecimento.

Por fim, destacou que a eleição de 2026 terá relevância estratégica em razão das futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o próximo presidente poderá nomear novos ministros da Corte e, por isso, defendeu a escolha de magistrados comprometidos com a Constituição, a legalidade e a imparcialidade

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas