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Queda do petróleo, NY fraca e cautela pré-Copom e Fed impedem alta do Ibovespa

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Ainda estão no radar pesquisas eleitorais e o enfraquecimento das vendas varejistas brasileiras em abril. A queda do petróleo ainda reflete o acordo...

Por Agência Estado

O Ibovespa abriu a terça-feira, 16, estável aos 170.415,52 pontos, mesmo nível da máxima, e logo passou a renovar mínimas, chegando a cair 0,76%, para os 169.121,31 pontos. A desvalorização reflete em parte o declínio de cerca de 3% nas cotações do petróleo e a cautela dos agentes, enquanto esperam as decisões de política monetária no Brasil e nos EUA amanhã.

Ainda estão no radar pesquisas eleitorais e o enfraquecimento das vendas varejistas brasileiras em abril. A queda do petróleo ainda reflete o acordo de paz provisório entre Estados Unidos e Irã, cujo memorando poderá ser assinado na sexta-feira.

“O petróleo desaba desde ontem, após o anúncio do cessar-fogo. Partindo do principio que vai vingar, pode continuar caindo e contaminado as ações do setor, como as da Petrobras, puxando o Ibovespa”, diz João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp.

Paralelamente, o minério de ferro recuou 0,85% em Dalian e 0,62% em Cingapura, o que influencia algumas ações do setor de metais na B3, caso de Vale.

“A alta de algumas metálicas dá um pouco de equilíbrio”, afirma Oliveira, acrescentando que os mercados seguem com grande expectativas pela Superquarta.

Espera-se que o Comitê de Política Monetária (Copom) corte a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. Em relação do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a expectativa é de manutenção das taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano. Portanto, ficam as atenções quanto aos respectivos comunicados.

Em meio ao cessar-fogo entre EUA e Irã e dados da economia brasileira divulgados hoje, a maioria do mercado mantém a estimativa de recuo da Selic. Entre as divulgações estão o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). O dado caiu 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio, perto do piso das estimativas do Projeções Broadcast (-0,35%).

As vendas do comércio varejista cederam 1,5% em abril ante março. Já o varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, as vendas cederam 0,7% no mesmo período citado acima. Os resultados ficaram próximos ao piso das expectativas encontrado em pesquisa feita pelo Projeções Broadcast de -1,6% e -0,6, respectivamente. Na comparação interanual, o restrito subiu 1% e o ampliado cresceu 1,4%.

“Os dados de hoje são consistentes com um início de segundo trimestre mais fraco para o varejo, em linha com nossos dados proprietários do IDAT”, diz em relatório Natalia Cotarelli e Marina Garrido, do Itaú Unibanco.

No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo nuclear negociado com o Irã está concluído e deverá avançar para uma “segunda fase”, que, segundo ele, será mais fácil de implementar.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,42%, aos 170.415,13 pontos.

Às 11h23 desta terça, o Índice Bovespa caía 0,47%, aos 169.612,17 pontos. Enquanto Vale subia 0,46%, Petrobras recuava entre 0,95% (PN) e 1,01% (ON).

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