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Quadrilha fortemente armada explode bancos e faz reféns em ataque cinematográfico no Paraguai

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Segundo informações da Polícia Nacional, o grupo criminoso iniciou a ação neutralizando uma equipe da 18ª Delegacia, que fazia patrulhamento na re...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A madrugada desta terça-feira (16) foi de terror para os moradores de Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, no Paraguai. Uma quadrilha fortemente armada, com mais de 20 integrantes encapuzados, invadiu a área central da cidade, explodiu agências bancárias, fez reféns, rendeu policiais e bloqueou os acessos ao município durante a fuga. O ataque, que ocorreu por volta das 2h, mobilizou forças de segurança de toda a região e deixou um rastro de destruição.

Segundo informações da Polícia Nacional, o grupo criminoso iniciou a ação neutralizando uma equipe da 18ª Delegacia, que fazia patrulhamento na região. O sargento Leonardo Acosta foi rendido e desarmado; o fuzil da corporação foi levado pelos bandidos. Outros policiais conseguiram escapar e trocaram tiros com os assaltantes às margens da rodovia.

Com a área sob controle, os criminosos usaram explosivos para destruir as estruturas do Banco Familiar e do Banco GNB. Ainda não há confirmação do valor levado das agências. Já no Banco Ueno, duas funcionárias e um segurança foram feitos reféns, mas, segundo o gerente, não houve roubo de dinheiro.

A quadrilha também invadiu a Casa de Câmbio Santa Rita, onde peritos encontraram um artefato explosivo que não chegou a ser detonado. Nenhum valor foi levado do local. Para garantir a fuga, os criminosos incendiaram dois veículos nas entradas norte e sul da cidade e espalharam pregos pela pista, dificultando a perseguição policial.

Após o ataque, o Sistema de Emergência do Paraguai emitiu alerta máximo. Equipes de cidades vizinhas, como Caazapá, Caaguazú e Itapúa, foram mobilizadas para reforçar as buscas. Peritos, investigadores e representantes do Ministério Público também foram deslocados para Santa Rita.

Pela complexidade da ação e uso de armamento pesado, as autoridades suspeitam do envolvimento de grupos criminosos organizados que atuam na fronteira entre Brasil e Paraguai. As investigações seguem em andamento, e a prioridade é localizar e prender os responsáveis.

Com informações: AHORACDE

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