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Empresário acusado de golpe de R$ 20 milhões contra produtores rurais deixa a prisão após oito meses

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A soltura ocorre cerca de oito meses após a prisão do empresário, denunciado por 124 ocorrências de estelionato, sendo 38 delas contra vítimas ido...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

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O empresário Celso Antônio Fruet, de 72 anos, acusado pelo Ministério Público do Paraná de aplicar golpes milionários contra produtores rurais do Oeste do Estado, foi colocado em liberdade no sábado (13). Fruet estava preso desde 14 de novembro de 2025, quando foi capturado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão após permanecer foragido por vários meses.

A soltura ocorre cerca de oito meses após a prisão do empresário, denunciado por 124 ocorrências de estelionato, sendo 38 delas contra vítimas idosas. Segundo o Ministério Público, os prejuízos causados aos produtores rurais ultrapassam R$ 20,3 milhões.

Fruet foi preso em 14 de novembro do ano passado em um parque de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. Na época, ele era considerado foragido da Justiça e estava sendo procurado pelas autoridades após o avanço das investigações sobre o caso envolvendo uma cerealista da qual era proprietário.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, agricultores entregavam grãos, como soja e milho, para armazenamento e comercialização pela empresa. Os produtores recebiam a promessa de pagamento após a venda da produção, mas os valores não eram repassados.

As investigações apontam que, mesmo após a negociação da cerealista para uma cooperativa, os compromissos assumidos com os produtores continuaram sem ser quitados. A situação veio à tona em 21 de julho de 2025, quando agricultores procuraram a empresa para retirar grãos ou receber valores devidos e encontraram os silos, escritórios e equipamentos vazios.

Ainda segundo a acusação, Fruet teria se aproveitado da credibilidade construída ao longo de quase três décadas de atuação no setor cerealista para conquistar a confiança dos produtores. Entre as estratégias apontadas pelos investigadores estaria a oferta de valores acima da média de mercado para a compra dos grãos, atraindo novos negócios.

O processo segue em tramitação na Justiça. De acordo com Roberto Brzezinnski Neto, advogado de defesa do empresário, ele foi solto por meio de um Habeas Corpus concedido no dia 11 de junho.

Segundo o advogado, a prisão havia sido desnecessária. “A defesa aguarda o julgamento do recurso, onde ficará demonstrado que houve apenas descumprimento contratual sem reflexo no âmbito criminal”, disse.

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