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Mexilhões podem acumular microplásticos e transmiti-los a humanos

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© joycemay/Pixabay

Por CGN

Apesar de ser em língua estrangeira, a Ocean and Coastal Research é um periódico brasileiro editado pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). A divulgação foi feita em parceria com a Agência Bori, voltada a estudos científicos.

Coleta na praia

Para chegar às conclusões, os pesquisadores coletaram na Praia Vermelha, na zona sul do Rio de Janeiro, a espécie mexilhão marrom (Perna perna), muito popular na culinária.

Os mariscos foram levados para um laboratório da universidade, onde foram simuladas condições ambientais.

A equipe analisou a água dos aquários após uma hora e constatou que os mexilhões consumiram os materiais de forma indiscriminada, conforme explicou à Agência Brasil a bióloga marinha e professora Raquel de Almeida Ferrando Neves, uma das coautoras do estudo.

 

Essas partículas podem se desprender de lixo no mar, como embalagens, garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.

 

“Isso, para a saúde humana, é sempre muito arriscado e perigoso, porque esses mexilhões são filtradores, e organismos filtradores acumulam contaminantes químicos”, detalha.

“Se uma pessoa consome esporadicamente, ela vai ter menos risco, menos exposição. Isso a gente chama de análise de risco de consumo. Se consome com muita frequência, estará mais exposta a esse determinado contaminante”, afirma.

Neves lembra ainda que, diferentemente de microrganismos patogênicos e parasitas gastrointestinais, o fato de cozinhar alimentos não é suficiente para reduzir os riscos à saúde.

A equipe defende ainda o monitoramento científico constante das áreas de maricultura, onde são cultivados organismos marinhos, como um dos caminhos viáveis para garantir que a economia e o consumo de frutos do mar sobrevivam com segurança no futuro.

Fonte: Agência Brasil

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