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Chikungunya dispara em Toledo e já supera total de casos registrados em todo o ano passado

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São Francisco concentra maior parte das ocorrências....
Imagem referente a Chikungunya dispara em Toledo e já supera total de casos registrados em todo o ano passado
Foto: Reprodução/CGN

Por Silmara Santos

Atualizado em: 12/06/2026 às 20:56

O avanço da febre chikungunya tem chamado a atenção das autoridades de saúde em Toledo. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde, o município já confirmou 22 casos da doença entre os dias 4 de janeiro e 12 de junho de 2026, número que supera os 17 registros contabilizados durante todo o ano de 2025.

Os dados mostram uma evolução significativa da doença nos últimos anos. Em 2022, Toledo não registrou nenhum caso confirmado de chikungunya. Em 2023 foram seis ocorrências, nenhuma em 2024, 17 em 2025 e, agora, 22 casos nos primeiros meses de 2026.

No mesmo período, a dengue contabilizou 2.233 notificações, com 41 casos confirmados, 2.115 descartados e 77 exames ainda aguardando resultado. Já a chikungunya soma 37 notificações, sendo 22 confirmações, nove descartes e seis casos em investigação. Nenhuma das duas doenças provocou mortes neste ano no município.

Segundo o coordenador do Setor de Combate a Endemias, Antônio José de Sousa de Moraes, a região do Grande São Francisco continua sendo a principal área de preocupação. Os bairros São Francisco I, II e III, além do Croma II, concentram a maior parte dos casos confirmados e das ações de combate ao mosquito.

Desde o início do ano, equipes da vigilância intensificaram medidas de controle na região, com bloqueios epidemiológicos, aplicação de inseticidas e vistorias em imóveis para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

A Secretaria Municipal da Saúde reforça que tanto a dengue quanto a chikungunya são transmitidas pelo mesmo vetor e, por isso, exigem os mesmos cuidados preventivos. A orientação é que os moradores vistoriem quintais, calhas, vasos, recipientes e outros locais que possam acumular água parada pelo menos duas vezes por semana.

As autoridades alertam que a participação da população é fundamental para evitar a proliferação do mosquito e conter o avanço das doenças no município.

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