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Copa do Mundo dá novo colorido à Feira do Rolo e à tradicional Revistaria do Edson

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Conhecida por reunir vendedores, colecionadores e apaixonados por antiguidades, a feira passou a receber um público diferente nas últimas semanas....
Copa do Mundo dá novo colorido à Feira do Rolo e à tradicional Revistaria do Edson

Por Redação

Enquanto a bola rola nos gramados da Copa do Mundo, em Cascavel a competição também ganhou um cenário diferente. Entre a Praça do Migrante e a tradicional Feira do Rolo, centenas de figurinhas passaram a circular entre colecionadores, crianças e pais que encontraram no local um novo ponto de encontro.

Conhecida por reunir vendedores, colecionadores e apaixonados por antiguidades, a feira passou a receber um público diferente nas últimas semanas. Os álbuns da Copa tomaram conta das mesas e transformaram o espaço em uma verdadeira feira das figurinhas.

Pais revivem a infância ao lado dos filhos

Se antes o ambiente era frequentado majoritariamente por adultos em busca de ferramentas, objetos usados e antiguidades, agora as crianças também fazem parte da paisagem. Com os álbuns nas mãos e pilhas de figurinhas repetidas, elas aprendem a negociar enquanto os pais revivem um costume que marcou diferentes gerações.

Nas mesas improvisadas em frente à praça, não faltam histórias, amizades e a esperança de encontrar aquela figurinha que ainda falta para completar a coleção.

Revistaria do Edson continua sendo referência

Em frente à Praça do Migrante está um dos estabelecimentos mais tradicionais da região. A Revistaria do Edson, nome conhecido pelos cascavelenses há décadas, continua sendo ponto de parada para quem procura jornais, revistas e, nesta época de Copa, os álbuns e pacotes de figurinhas.

Embora o fundador tenha seguido outros caminhos há muitos anos, o nome permaneceu. Atualmente, quem administra o estabelecimento é Valdir, que está à frente do comércio há mais de duas décadas.

Segundo ele, a movimentação começou logo após o lançamento das figurinhas e foi crescendo naturalmente, impulsionada pelos próprios colecionadores.

O domingo ganhou expediente extra

A febre das figurinhas foi tanta que até a rotina da revistaria precisou mudar. Acostumado a manter o estabelecimento fechado aos domingos, Valdir passou a abrir as portas também neste dia por conta do movimento.

De acordo com ele, os encontros começam ainda pela manhã e se estendem até o final da tarde. O período de maior movimento acontece entre três e quatro horas, quando dezenas de pessoas se reúnem nas proximidades da praça para comprar, vender e trocar figurinhas.

“Por causa da Copa nós começamos a abrir. O pessoal vem se reunir aqui porque virou um ponto de referência. Daí eles aproveitam e passam o dia”, contou.

Muito além das figurinhas

Em tempos em que boa parte das relações acontece por meio das telas, uma tradição que atravessa gerações segue viva em Cascavel. Ao redor de mesas de plástico e entre figurinhas repetidas, pais e filhos compartilham histórias, aprendem a negociar e constroem memórias.

Porque, no fim das contas, completar um álbum nunca foi apenas sobre figurinhas.

É sobre encontros, conversas e lembranças que voltam a ser colecionadas de quatro em quatro anos. E, enquanto houver uma figurinha faltando, a tradicional Feira do Rolo continuará sendo um dos lugares onde a Copa também acontece.

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