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"Uma tragédia anunciada", comerciante ressalta medo com ação de usuário de drogas no Centro

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“Uma tragédia anunciada”, comerciante ressalta medo com ação de usuário de drogas no Centro

Por Fábio Wronski

Atualizado em: 09/06/2026 às 17:00

Um comerciante do Centro de Cascavel procurou a CGN, nesta terça-feira (09), para reforçar as denúncias sobre os transtornos causados por um morador de rua que seria usuário de drogas e já é velho conhecido dos trabalhadores da região central. O relato foi enviado em vídeo para a reportagem, após a publicação de matéria sobre o caso, e detalha situações de medo, agressões e ameaças vividas por funcionários e clientes de estabelecimentos comerciais.

O comerciante afirmou que a situação é ainda mais grave do que a reportagem havia relatado. “Acompanhei a reportagem da CGN a respeito do morador de rua e conhecido como Alemão. Não sei o nome dele, mas ele é velho conhecido da gente que está no comércio. É tudo isso que vocês descreveram na matéria e muito mais, muito mais assustador”, desabafou.

Segundo o empresário, o homem costuma invadir lojas, ameaçar funcionários e agir de forma violenta. “Nós temos funcionárias, ele entra na loja, se aproveita delas. Às vezes elas demonstram medo, ele entra com faca, ele entra com pedra, ele pega o que ele quiser da loja. Uma situação muito complicada”, relatou.

O comerciante relembrou que já houve tragédias recentes em Cascavel envolvendo moradores de rua em surto, citando o caso do assassinato no Parque Vitória. Ele teme que a história se repita se nenhuma providência for tomada. “Infelizmente tem aí uma tragédia anunciada. Mais cedo ou mais tarde esse indivíduo vai acabar cometendo mais uma tragédia ou vai ser vítima, dependendo de quem encontrar pela frente, porque realmente ele fica muito fora de si quando tem esses surtos, o que é comum”, alertou.

De acordo com o relato, o homem já foi visto agredindo pessoas, atirando pedras, quebrando vitrines e até fazendo gestos obscenos no meio da rua. “Ele pega pedaço de madeira, vai batendo em tudo que encontra pela frente, joga pedra, dá soco nos carros, tenta quebrar a fachada dos comércios que estão fechados. Eu já presenciei ele tentando bater em pessoas na rua, tirando a roupa na frente de senhora. É impressionante o que está acontecendo no Centro de Cascavel”, relatou.

O comerciante faz um apelo às autoridades para que o caso seja tratado com urgência e seriedade, destacando que o problema não é apenas criminal, mas também de saúde pública. “A polícia faz o trabalho dela, pega, prende, mas na audiência de custódia acaba sendo solto. Não é só criminal o problema, é um problema de saúde, algo a mais. Ele precisa ser internado. Esse indivíduo não pode ficar solto na rua, não pode ficar no convívio”, enfatizou.

O vídeo, enviado à CGN na manhã desta terça-feira (09), reforça o apelo de outros comerciantes e trabalhadores, que se dizem cansados de conviver com medo e insegurança diariamente. “Eu acho que todos os comerciantes, os funcionários do comércio que estão sendo ameaçados, estão sendo afetados por ele, estão dando esse grito de socorro através da mídia, da imprensa. É uma chance para os responsáveis evitarem mais uma tragédia acontecendo na nossa cidade”, finalizou.

Resumo do que aconteceu

O que está acontecendo no Centro de Cascavel que está assustando comerciantes e moradores?
R: Comerciantes e moradores do Centro de Cascavel estão relatando medo e insegurança devido à ação de um morador de rua, identificado pelo apelido de Alemão, que seria usuário de drogas e tem praticado furtos, ameaças, agressões e outros comportamentos violentos e intimidadores na região.
Por que o caso ganhou destaque na mídia em 9 de junho de 2026?
R: No dia 9 de junho de 2026, comerciantes procuraram a imprensa para relatar que a situação envolvendo o morador de rua é ainda mais grave do que já havia sido noticiado, enviando vídeos e depoimentos sobre ameaças, agressões e medo constante no Centro de Cascavel.
Quem é o principal envolvido nos transtornos relatados no Centro de Cascavel?
R: O principal envolvido é um morador de rua conhecido como Alemão, que é usuário de drogas e já é velho conhecido dos comerciantes e trabalhadores da região central de Cascavel.
Quais tipos de comportamentos violentos foram registrados contra comerciantes e clientes?
R: Foram relatados casos em que o homem invade lojas, ameaça funcionários com facas e pedras, agride pessoas, quebra vitrines, arranca pedras das calçadas, destrói vegetação ornamental, faz gestos obscenos e chega a tirar a roupa na frente de senhoras.
Há relatos de furtos e danos a estabelecimentos comerciais?
R: Sim. O homem costuma entrar em comércios, especialmente os que vendem alimentos, para pegar comida ou furtar produtos sem pagar, além de tentar danificar estruturas de fachadas e vitrines.
Como a população e os comerciantes estão reagindo à situação?
R: Muitos estão trabalhando com as portas fechadas, contratando vigilantes e enviando vídeos e denúncias à imprensa, pedindo socorro e medidas urgentes das autoridades para evitar uma tragédia.
Que tipo de medo os comerciantes expressaram ao relatar o caso?
R: Eles temem que o indivíduo acabe cometendo uma tragédia, como um ataque mais grave ou até mesmo ser vítima de violência, já que já houve assassinatos recentes em Cascavel envolvendo moradores de rua em surto.
Quais medidas já foram tentadas para resolver o problema?
R: Segundo relatos, já houve tentativas de encaminhamento e internação compulsória do rapaz, mas o problema não foi solucionado de forma definitiva e a situação tem se agravado.
Qual é a posição dos comerciantes sobre a atuação da polícia?
R: Os comerciantes reconhecem que a polícia faz seu trabalho ao prender o indivíduo, mas destacam que ele sempre é solto em audiências de custódia e que o problema vai além do criminal, sendo também uma questão de saúde pública.
Por que o problema é considerado também de saúde pública?
R: O comerciante enfatizou que o indivíduo precisa ser internado, pois apresenta surtos frequentes relacionados ao uso de drogas, tornando-se um risco para si mesmo e para a população.
Como a presença do morador de rua está afetando o comércio local?
R: Clientes têm evitado entrar nos estabelecimentos ao avistar o rapaz, o que está afastando a clientela e prejudicando as vendas, além de gerar custos extras com segurança.
O que vídeos de monitoramento flagraram sobre o comportamento do jovem?
R: Vídeos mostram o jovem abaixando as calças em via pública, pedindo dinheiro de forma agressiva, arrancando pedras das calçadas, danificando fachadas e destruindo vegetação ornamental.
O que uma idosa disse ao abordar o jovem em situação de rua?
R: Uma idosa flagrada em vídeo deu uma lição de moral ao jovem, dizendo que o uso de drogas o levou àquela situação e aconselhou que ele parasse com as drogas e fosse para casa.
Há preocupação de que a situação possa terminar em tragédia?
R: Sim. Comerciantes e moradores temem que, sem uma intervenção urgente, possa ocorrer uma tragédia, seja com o rapaz atacando alguém ou sendo vítima de violência.
Quais ruas do Centro de Cascavel são mais afetadas pelos transtornos?
R: As principais reclamações envolvem as ruas Paraná, Pernambuco e Visconde de Guarapuava, na região central de Cascavel.
O problema é recente ou já se arrasta há algum tempo?
R: O problema não é novo; o indivíduo é conhecido na região há muito tempo devido ao longo período em que vive em situação de rua e aos frequentes surtos associados ao uso de entorpecentes.
Que tipo de apelo os comerciantes fizeram às autoridades?
R: Os comerciantes pedem que o caso seja tratado com urgência e seriedade, solicitando medidas efetivas tanto das forças de segurança quanto dos órgãos de saúde pública para evitar novas tragédias.
Como a situação está afetando o cotidiano dos trabalhadores e moradores do Centro?
R: Trabalhadores e moradores relatam insatisfação, medo constante, necessidade de se arriscar para proteger os estabelecimentos e sensação de insegurança que não foi solucionada até o momento.
O que pode acontecer se nenhuma providência for tomada?
R: Há o risco de o rapaz cometer uma agressão mais grave, ferir alguém ou ser alvo de uma reação violenta por parte de alguém cansado dos transtornos, resultando em uma tragédia.

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