CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Edu Falaschi e Rafael Bittencourt juntos novamente? Vocalista fala sobre novo single em entrevista à CGN

Publicado em

Hoje mesmo, Edu lançou o single "Intuição", marcando seu retorno às gravações em português após 24 anos....
Edu Falaschi e Rafael Bittencourt juntos novamente? Vocalista fala sobre novo single em entrevista à CGN

Por Diego Cavalcante

Atualizado em: 08/06/2026 às 17:49

O Dia Estadual do Heavy Metal, celebrado nesta segunda-feira (8) no Paraná, ganhou uma homenagem especial da CGN. Para marcar a data, a reportagem conversou com Edu Falaschi, um dos maiores nomes da história do metal brasileiro, ex-vocalista das bandas Angra, Almah, Symbols e Mitrium, além de ter de uma sólida carreira solo reconhecida internacionalmente.

Durante o bate-papo com o repórter Diego Cavalcante, o cantor falou sobre sua trajetória, a importância do heavy metal em sua vida, a relação com os fãs do Sul do Brasil e os novos projetos que está desenvolvendo.

Para Edu, o heavy metal vai muito além da música.

“Heavy Metal para mim é um estilo de vida. Eu comecei a ouvir quando tinha 11 ou 12 anos, no Rio de Janeiro. A gente se vestia com jaqueta jeans, usava os bottons das bandas, frequentava lojas de discos e criava amizades através da música. Isso se transformou em uma forma de viver e se intensificou quando virou minha profissão. Há mais de 25 anos vivo profissionalmente do Heavy Metal”, afirmou.

O músico também relembrou sua passagem recente por Cascavel durante a turnê comemorativa dos 20 anos do álbum Temple of Shadows, um dos discos mais aclamados do metal brasileiro.

“É sempre muito bom tocar para a galera do Sul. Temos fãs muito apaixonados que cantam todas as músicas. Poder celebrar o Temple of Shadows 20 anos depois foi algo muito especial. Espero voltar em breve com a nova turnê Mi’raj & The Legacy Tour”, destacou.

A nova turnê marca os 35 anos de carreira de Edu Falaschi e acompanha o lançamento de “Mi’raj”, álbum que encerra uma trilogia conceitual iniciada com Vera Cruz e continuada em Eldorado.

Segundo o cantor, o projeto apresenta uma narrativa histórica que passa por Portugal, Brasil, México e Oriente Médio, incorporando elementos musicais de diferentes culturas.

Hoje mesmo, Edu lançou o single “Intuição”, marcando seu retorno às gravações em português após 24 anos.

“A receptividade está sendo enorme. A música está furando a bolha do Heavy Metal e chegando a pessoas de outros estilos. Recebi mensagens até de músicos ligados ao forró. Está sendo muito legal acompanhar essa repercussão”, contou.

O trabalho também conta com a participação especial de Rafael Bittencourt, guitarrista e fundador do Angra. A colaboração simboliza uma reaproximação artística entre os dois músicos após anos sem trabalharem juntos em estúdio.

“Tive a honra de contar com toda a sensibilidade dele. O solo ficou perfeito para a música. Foi muito especial registrar novamente essa parceria depois de tantos anos”, afirmou.

Durante a entrevista, Edu também relembrou apresentações realizadas em Cascavel ao longo da carreira. Entre elas, um show com o Angra em 2005 e uma apresentação especial de clássicos do rock e do heavy metal realizada na cidade em 2014.

“Esses shows de clássicos surgiram para que eu pudesse continuar próximo dos fãs entre uma turnê e outra. É uma forma descontraída de celebrar a música enquanto não estou divulgando um álbum novo”, explicou.

Questionado sobre o atual cenário do heavy metal, Edu rejeitou a ideia de que faltam novas bandas no gênero.

“Tem muita banda boa surgindo. Hoje é preciso procurar mais pela internet especializada. Existem grupos brasileiros e internacionais lançando material excelente. O cenário continua muito forte para quem acompanha de perto”, avaliou.

Entre os artistas nacionais que seguem levando o metal brasileiro para o exterior, o cantor citou nomes como Angra, Krisiun e diversos projetos independentes que vêm conquistando espaço dentro e fora do país.

Para os jovens músicos que sonham seguir carreira, Edu deixou uma mensagem de incentivo.

“O principal é fazer o que gosta e fazer com amor. Tentar ser o mais original possível. Quando você apresenta algo diferente, acaba chamando atenção naturalmente e consegue construir uma identidade própria”, aconselhou.

A conversa também passou pelo futebol, já que estamos em ano de Copa do Mundo. Edu relembrou a gravação da versão metal de “Pra Frente Brasil”, lançada na época da Copa de 2002, quando o país conquistou o pentacampeonato.

“Naquela época a confiança era enorme. O Brasil tinha uma seleção fantástica. Hoje está um pouco diferente, mas tomara que eu esteja errado e que o hexa venha”, brincou.

Ao final da entrevista, o músico agradeceu o convite da CGN e deixou uma mensagem aos fãs.

“Obrigado pelo carinho, pelo interesse e por falar comigo. Espero reencontrar todos vocês em breve nos shows.”

Mais do que uma data no calendário, o Dia Estadual do Heavy Metal representa o reconhecimento de um movimento cultural que há décadas faz parte da identidade de milhares de paranaenses. Do surgimento de bandas autorais aos grandes shows internacionais, passando por casas de espetáculos, festivais e encontros de fãs, o gênero ajudou a formar gerações de músicos e admiradores em todo o estado. Em cidades como Cascavel, onde a cena permanece ativa e em constante renovação, o heavy metal segue mostrando sua força como expressão artística, cultural e social.

Produção Isabella Chiaradia

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas