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Imagem referente a Famílias acolhem crianças e adolescentes em medida protetiva
Crédito: Divulgação Prefeitura Municipal de Curitiba

Famílias acolhem crianças e adolescentes em medida protetiva

Cheios de energia e vontade de colaborar por uma sociedade melhor, Maria e João também acolheram outra criança, em maio...

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Por CGN 2

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Imagem referente a Famílias acolhem crianças e adolescentes em medida protetiva
Crédito: Divulgação Prefeitura Municipal de Curitiba

O ano de 2020 tem sido diferente para a dona de casa Maria e o aposentado João (nomes fictícios). Primeiro casal cadastrado e também habilitado pelo programa Família Acolhedora, da Prefeitura de Curitiba, eles receberam este ano em casa duas crianças que foram afastadas de suas famílias por medida protetiva.

T., de 12 anos, foi acolhida pelo casal, que não tem filhos, há duas semanas.

“Estamos muito felizes ensinando e aprendendo com a T.. Somos, com certeza, um canal que soma na vida dela. Só temos coisas boas para falar e estamos muito felizes acolhendo-a aqui em nossa casa”, diz Maria.

A dona de casa conta que a menina passa o dia cantando. “Outro dia ela disse que só agora está tendo vida”, lembra Maria, emocionada.

Cheios de energia e vontade de colaborar por uma sociedade melhor, Maria e João também acolheram outra criança, em maio. A convivência foi curta, menos de 30 dias, mas valeu para encher a casa de alegria.  

Preparação

O Família Acolhedora organiza o acolhimento de meninos e meninas afastados do convívio familiar, por meio de medida protetiva. Para poder receber crianças e adolescentes, os interessados precisam ser capacitados e habilitados.

O programa é fruto de uma parceria entre a Fundação de Ação Social (FAS) e as organizações da sociedade civil (OSCs) Associação Cristã de Assistência Social (Acridas) e Recriar – Família e Adoção, que capacitam os interessados em participar do programa.

Ambas atendem crianças e adolescentes que estão em medida de proteção por terem sido vítimas de alguma violação de direitos, como negligência, abandono ou violências física, sexual e psicológica.

Antes as vítimas eram encaminhadas para instituições, agora o novo modelo permite que crianças e adolescentes possam manter vínculo familiar ao mesmo tempo em que são protegidos.

“Com o Família Acolhedora muitas crianças e adolescentes têm a possibilidade de criar ou manter o vínculo familiar, e ao mesmo tempo se sentem protegidas dos diversos tipos de violência que muitas delas já sofreram”, explica a diretora de Proteção Social Especial da FAS, Tatiana Possa Schafachek.

Atualmente, 12 famílias estão habilitadas a receber crianças ou adolescentes e outras cinco estão em processo de capacitação. Além da capacitação, as famílias passam por avaliações psicológicas e psiquiátricas, cadastramento, para só então ter autorização de acolher uma criança ou adolescente encaminhados pela Justiça.

Todo o trabalho é supervisionado pelas equipes técnicas do município e do Poder Judiciário. As famílias acolhedoras recebem um subsídio financeiro (bolsa-auxílio) de R$ 998.

Critérios

Para ser uma família acolhedora é preciso cumprir alguns requisitos: ter mais que 21 anos, morar em Curitiba, ter estabilidade financeira, boa saúde física e mental.

O interessado não poder estar no Cadastro Nacional de Adoção, ter passado por luto recente, ter problemas com uso de álcool ou outras drogas, além de pendências com a Justiça ou Conselho Tutelar.

Como o Família Acolhedora não é adoção, os participantes são informados que a criança ou adolescente acolhido ficará temporariamente em suas casas, por até 18 meses.

A modalidade de família acolhedora é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Para o cadastramento de famílias e mais informações sobre o programa, os interessados podem telefonar para a Acridas, nos telefones (41) 3523-5616/3523-5623, e para a Recriar, no (41) 3264-4412.

Informações Assessoria da Prefeitura Municipal de Curitiba.

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