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Morre aos 56 anos Marjane Satrapi, autora de Persépolis

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Nascida em 1969, na cidade de Rasht, no Irã, Marjane se tornou mundialmente conhecida pelo sucesso de seu romance gráfico autobiográfico Persépolis, q...

Por CGN

A artista franco-iraniana Marjane Satrapi morreu aos 56 anos de idade, segundo informações divulgadas, nesta quinta-feira (3), pela agência de notícias France-Presse (AFP), e logo confirmadas por pessoas próximas e autoridades francesas.

Nascida em 1969, na cidade de Rasht, no Irã, Marjane se tornou mundialmente conhecida pelo sucesso de seu romance gráfico autobiográfico Persépolis, que ela escreveu e ilustrou. Lançada na França em 2000, a história narra como sua juventude em Teerã foi marcada pela revolução que, em 1979, transformou o Irã de uma monarquia autocrática em uma república islâmica teocrática, aprofundando as desigualdades de gênero.

Além de mais dois volumes com o mesmo título e críticas à teocracia iraniana, Marjane publicou outros romances gráficos com boa aceitação de público e de crítica. Bordados, Frango com Ameixas e Mulher, Vida, Liberdade, estão à venda no Brasil.

Em 2007, Marjane dirigiu a adaptação de Persépolis para o cinema, em parceria com Vincent Paronnaud. A animação francesa recebeu o prêmio do júri do Festival de Cannes e foi indicado ao prêmio de melhor filme de animação do Oscar, concedido a Ratatouille, do estúdio Pixar. Em 2024, o jornal The New York Times elegeu Persépolis como um dos 100 melhores livros já publicados no século 21.

Em 2025, como forma de denunciar o que considerava “uma atitude hipócrita da França em relação ao Irã”, Marjane recusou-se a receber a Legião de Honra, a mais alta ordem de mérito francesa.

Desgosto

Segundo veículos de imprensa franceses, incluindo a EuroNews, a família de Marjane divulgou uma nota informando que a artista “morreu de tristeza, pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida”.

“A tristeza é um sentimento básico que todos experimentamos algumas vezes ao longo da vida. O problema é quando esta tristeza se aprofunda e se estende por um longo tempo, tornando-se uma depressão”, disse Domont à Agência Brasil.

De acordo com as notícias, Domont avalia que o processo de luto pelo companheiro, que Marjane parece ter vivenciado de forma “bastante complicada”, pode ter-lhe afetado a disposição de viver.

“Nestes casos, a depressão, a falta de perspectiva em relação ao futuro, vai, pouco a pouco, tirando o entusiasmo da pessoa pela vida e afetando a saúde física e mental, comprometendo o autocuidado. É muito mais por aí do que meramente pela tristeza, que não é um sentimento que resulte em um desfecho tão trágico quanto este”, acrescentou Domont.  

Segundo o Ministério da Saúde, a depressão é um problema médico grave, principalmente quando não é tratado. Pode ser causado por questões genéticas, bioquímicas e/ou por eventos estressores.

“Este é o desaparecimento de uma mulher admirável, luminosa, de absoluta integridade, cuja primeira intenção desde a sua eleição para a Academia de Belas Artes foi criar uma fundação para ajudar jovens cineastas”, afirmou o secretário perpétuo da academia, Laurent Petitgirard.

Fonte: Agência Brasil

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