CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Esquema com kits personalizados de droga tinha até doce de brinde no Cancelli, diz GM

Publicado em

Segundo o guarda municipal Fernando Arconte, a equipe patrulhava a região quando percebeu um casal em atitude considerada suspeita em frente a uma residência já conhecida pelas forças de segurança por denúncias relacionadas ao tráfico de entorpecentes.
Esquema com kits personalizados de droga tinha até doce de brinde no Cancelli, diz GM

Por Luiz Haab

Atualizado em

Uma abordagem de rotina da Guarda Municipal de Cascavel acabou expondo, na tarde desta quarta-feira (3), um suposto esquema de comercialização de drogas que chamou a atenção pela forma como o produto era apresentado aos clientes. A ocorrência foi registrada na Rua Alfeu Vieiro, no Bairro Cancelli.

Segundo o guarda municipal Fernando Arconte, a equipe patrulhava a região quando percebeu um casal em atitude considerada suspeita em frente a uma residência já conhecida pelas forças de segurança por denúncias relacionadas ao tráfico de entorpecentes.

No momento em que os agentes se aproximaram para averiguação, o veículo que estava parado em frente ao imóvel deixou o local rapidamente. Uma mulher que permaneceu do lado de fora foi abordada, mas inicialmente se recusou a fornecer sua identificação.

Durante as diligências, os guardas encontraram no imóvel uma quantidade de substância análoga à maconha, além de diversos kits que, segundo a equipe, já estavam preparados para venda.

O que mais chamou a atenção dos agentes, porém, não foi apenas a droga. Os produtos estavam acondicionados em pequenas caixas de papelão personalizadas, com adesivos e inscrições que faziam referência aos diferentes tipos da substância. Dentro dos pacotes, além da maconha, havia seda para consumo e até mesmo um doce, estratégia que sugere uma tentativa de transformar a venda ilegal em uma espécie de experiência de consumo.

Conforme relatado por Arconte, a mulher afirmou que o entorpecente pertenceria ao namorado. Ainda assim, segundo o guarda, ela confirmou que as entregas e retiradas dos kits aconteciam na própria residência.

A suspeita levantada pela Guarda é de que o local funcionasse como uma espécie de ponto de distribuição, onde usuários buscavam os produtos já montados e prontos para consumo.

A ocorrência foi encaminhada para os procedimentos cabíveis, enquanto a investigação deverá aprofundar o papel de cada envolvido no suposto esquema.

Mais do que uma simples apreensão de drogas, o caso escancara uma tendência que preocupa as forças de segurança: a tentativa de sofisticar e “normalizar” a comercialização de entorpecentes por meio de embalagens atrativas, identidade visual e conveniências que lembram práticas do comércio legal.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas