Comerciante relata revolta após ladrão permanecer por quase uma hora em galeria arrombada no Coqueiral

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Por Diego Cavalcante

Atualizado em: 03/06/2026 às 11:05

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A comerciante Jocelmara Fagundes, uma das vítimas da sequência de arrombamentos registrada durante a madrugada desta quarta-feira (3), em uma galeria localizada na esquina das ruas Francisco Bartinik e Recife, no Bairro Coqueiral, em Cascavel, relatou à CGN a sensação de insegurança após o crime.

Segundo ela, o mesmo criminoso invadiu quatro estabelecimentos da galeria, permanecendo por longos períodos dentro das lojas sem ser interrompido.

“Entrou um rapaz aqui essa noite e levou algumas coisas aqui da loja. Entraram nas quatro lojas da galeria e fizeram uma limpa em algumas lojas. Na minha levaram poucas coisas até”, contou.

De acordo com a comerciante, entre os objetos furtados de seu estabelecimento estão uma joia e alguns perfumes. Apesar do prejuízo menor em comparação aos demais comerciantes, ela destacou que a situação causou indignação entre os proprietários das lojas.

“Levaram uma joia, levaram uns perfumes, mas ali no vizinho, como era homem, ele levou bastante coisa”, afirmou.

O que mais chamou a atenção dos comerciantes foi o tempo que o criminoso permaneceu agindo no local. Conforme relatado por Jocelmara, em uma das lojas o suspeito ficou cerca de 50 minutos, circulando livremente entre os estabelecimentos.

“Eu percebi que o que mais revoltou o pessoal aqui é que ele ficou bastante tempo aqui e não aconteceu nada. Não veio ninguém aqui para prestar apoio”, disse.

A comerciante ainda comentou que existe uma pessoa responsável por realizar vigilância na região durante a noite, mas que ninguém percebeu a movimentação suspeita.

“Tem até um rapaz que cuida da rua à noite e também não apareceu por aí. Ninguém viu nada. Ele ficou só em uma das lojas por 50 minutos. Comeu, fez a festa ali na loja, depois fechou uma, veio para a outra, estourou, entrou e fez a festa também”, relatou.

Segundo Jocelmara, a ação criminosa teria começado por volta das 2h30 da madrugada. Apesar do susto, o prejuízo financeiro em sua loja foi relativamente pequeno.

“Aqui na minha loja não foi tanto. Deve ter aí uns R$ 800 mais ou menos”, estimou.

A Polícia Militar registrou a ocorrência e a Polícia Civil investiga o caso. Imagens captadas pelas câmeras de monitoramento da galeria devem auxiliar na identificação do suspeito, que segue sendo procurado. A Polícia Científica também foi acionada para coletar vestígios que possam contribuir com as investigações.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu na galeria do Bairro Coqueiral, em Cascavel, na madrugada do dia 3 de junho de 2026?
R: Na madrugada de 3 de junho de 2026, um ladrão arrombou e furtou pelo menos quatro empresas localizadas em uma galeria na esquina das ruas Francisco Bartinik e Recife, no Bairro Coqueiral, em Cascavel, causando grande prejuízo aos comerciantes.
Quantas lojas foram invadidas e o que foi levado?
R: Quatro lojas foram invadidas e diversos produtos foram levados, incluindo blusas de frio, perfumes, calçados, acessórios e outros itens comercializados pelos estabelecimentos.
Qual foi o prejuízo estimado pelos empresários após o arrastão?
R: O prejuízo estimado por um dos empresários, Clodoaldo Barroso, varia entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, mas o valor total ainda está sendo contabilizado.
Como o crime foi descoberto pelos comerciantes?
R: Os comerciantes descobriram o crime ao chegarem para trabalhar pela manhã e ao analisarem as imagens das câmeras de segurança, que flagraram toda a ação do criminoso.
O rosto do suspeito foi registrado pelas câmeras de segurança?
R: Sim, o sistema de monitoramento registrou imagens do rosto do suspeito, além de toda a movimentação durante o furto.
Por quanto tempo o ladrão ficou dentro das lojas?
R: O ladrão permaneceu entre 10 e 15 minutos em uma das lojas e cerca de 40 minutos em outro estabelecimento da galeria.
Havia algum serviço de monitoramento ou alarme nos estabelecimentos?
R: Sim, havia serviço particular de monitoramento e sistema de alarme, mas, segundo o empresário, ninguém apareceu para verificar a situação durante o crime.
Quais órgãos policiais foram acionados após o crime?
R: A Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência e a Polícia Civil iniciou investigações, recolhendo imagens das câmeras de monitoramento. A Polícia Científica também foi chamada para coletar evidências.
Como a polícia pretende identificar o suspeito?
R: A polícia pretende utilizar as imagens das câmeras de segurança e os vestígios coletados pela Polícia Científica para identificar o suspeito e tentar recuperar os objetos furtados.
O crime teve repercussão entre os comerciantes da galeria?
R: Sim, os comerciantes ficaram indignados com o prejuízo e com a falta de resposta rápida do serviço de monitoramento contratado.
É possível denunciar informações sobre o crime?
R: Sim, denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 153 da Guarda Municipal, 197 da Polícia Civil e 190 da Polícia Militar.
Por que esse caso chamou tanta atenção na cidade?
R: O caso chamou atenção pelo arrastão em série em quatro empresas, o prejuízo significativo causado aos comerciantes e a sensação de insegurança na região.

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