Durigan: Se alguém sofre com facções brasileiras, não são os americanos
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Por Agência Estado
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo brasileiro tem conversado com o governo americano, depois da classificação de facções brasileiras como organizações terroristas, mas se queixou de que muitas vezes os americanos não dispensam ao Brasil a mesma deferência.
“Temos conversado com o governo norte-americano, muitas vezes não tem a reciprocidade da deferência, do diálogo”, disse Durigan em entrevista no YouTube à revista Veja, na noite desta segunda-feira, 1. Ele lembrou de encontro realizado em maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, na qual teria sido pedida cooperação entre as aduanas dos dois países. Segundo o ministro, o Departamento de Estado dos EUA não avisou com antecedência da designação feita sobre as facções brasileiras.
Ele disse que, se alguém sofre com as facções do País, não são os norte-americanos, “são os brasileiros e as brasileiras que vivem nas comunidades brasileiras”. Em seguida, o ministro repetiu que tudo que puder ajudar no combate a essas organizações criminosas é bem-vindo. “O que nós não podemos admitir é faca no pescoço, é pressão indevida, intimidação”, prosseguiu.
Durigan projetou que provavelmente vai haver mais taxas e tarifas bancárias e mais custos repassados dos EUA para o Brasil. Ele afirmou que as conversas que tem tido levam a crer que haverá impactos econômicos para o País. E completou falando da preocupação com os impactos de longo prazo na economia nacional, com aumento do risco país e menos atratividade para investimentos, incluindo prejuízos ao Pix.