BNDES abre financiamento para transporte de carga e passageiros
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Por CGN
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe, a partir desta sexta-feira (29), os pedidos de financiamento do BNDES Mais Mobilidade. A linha de crédito de até R$ 21 bilhões é voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.
Os empréstimos serão realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES e são direcionados a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros.
Renovação da frota
Do total autorizado, R$ 14,5 bilhões são recursos da União, via Tesouro Nacional, e até R$ 6,7 bilhões correspondem a recursos do BNDES.
O programa prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas.
Segundo o BNDES, os financiamentos terão o seguinte prazo total:
transportadores autônomos: até 120 meses, com até 12 meses de carência;
empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas: até 60 meses, com até 6 meses de carência;
empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros até: 120 meses, com até 6 meses de carência.
O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo e os juros estarão próximos de 13% ao ano.
“Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8 (Programa de Controle de Emissões Veiculares), conforme os limites de emissão da Resolução Conama nº 490/2018. No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal”, explica o BNDES.
Poderão ser financiados também itens associados à operação, como seguro do bem, seguro prestamista e comissão de fundos garantidores, desde que contratados em conjunto com o financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões.
Segundo o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, a nova fase do Move Brasil é resultado do sucesso de medidas econômicas definidas recentemente pelo governo federal.
“É um programa extremamente exitoso, com muitos efeitos positivos não só para o beneficiário final, mas ao longo de toda a cadeia automotiva, aumentando a produção da indústria, as vendas nas concessionárias e, com isso, fortalecendo também os empregos nesse setor”.
Fonte: Agência Brasil