Mães protestam contra 'abandono' a crianças autistas em Santa Tereza do Oeste

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O protesto reuniu mulheres que afirmam estar cansadas de esperar por respostas do poder público. Segundo elas, crianças diagnosticadas com Transto...

Por Luiz Haab

Cartazes erguidos, lágrimas nos olhos e um grito coletivo por socorro. Esta sexta-feira (29) foi marcada por uma cena forte em frente à Prefeitura de Santa Tereza do Oeste: mães de crianças autistas ocuparam o espaço público para denunciar o que chamam de abandono e descaso no atendimento às famílias atípicas do município.

O protesto reuniu mulheres que afirmam estar cansadas de esperar por respostas do poder público. Segundo elas, crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrentam filas intermináveis para conseguir tratamento, enquanto outras perderam terapias essenciais por falta de profissionais especializados.

“Não vamos nos calar! Precisamos de apoio, não de julgamentos. Cadê os profissionais para nossos autistas”, dizia um dos cartazes erguidos pelas mães durante a manifestação.

De acordo com o grupo, há crianças esperando há até dois anos para iniciar acompanhamento terapêutico. Outras, que já recebiam atendimento, estariam há cerca de seis meses sem qualquer terapia.

As mães cobram providências imediatas do prefeito Amarildo Rigolin e afirmam que os pedidos de ajuda vêm sendo ignorados pela administração municipal.

Entre as principais reclamações estão a falta de profissionais de fonoaudiologia e nutrição, além da ausência da abordagem ABA, considerada uma das principais metodologias terapêuticas voltadas para o desenvolvimento de crianças com autismo.

O ato em frente à prefeitura também teve tom de denúncia social. As mães afirmam que não estão pedindo privilégios, mas sim o mínimo necessário para garantir dignidade e tratamento adequado às crianças, direito previsto na Lei da Inclusão.

Posicionamento

A CGN entrou em contato com o gabinete da Prefeitura de Santa Tereza do Oeste para solicitar uma nota com respostas à população. Até a publicação desta reportagem, o retorno não havia sido enviado à redação.

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