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Funcionário é demitido por justa causa após apresentar atestado médico falso feito com IA

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Como a fraude foi descoberta Apesar de o atestado aparentar ser legítimo, a empresa decidiu entrar em contato com a unidade de saúde mencionada...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Uma empresa de Tijucas, em Santa Catarina, demitiu por justa causa um funcionário que apresentou um atestado médico falso, supostamente produzido com o auxílio de inteligência artificial. O caso veio à tona após a empresa desconfiar do documento e realizar uma simples verificação com a clínica indicada, que confirmou não haver consulta nem atendimento registrado em nome do trabalhador.

Como a fraude foi descoberta

Apesar de o atestado aparentar ser legítimo, a empresa decidiu entrar em contato com a unidade de saúde mencionada no documento. A resposta foi clara: nenhum atendimento havia sido realizado pelo médico citado, e também não existia registro do nome do funcionário no sistema. Com a confirmação da fraude, a demissão ocorreu imediatamente.

O que diz a lei sobre o uso de atestado falso

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apresentar um documento falso é considerado uma falta grave, podendo ser caracterizado como ato de improbidade ou mau procedimento. Isso permite que a empresa demita o funcionário por justa causa. Nesse tipo de desligamento, o trabalhador perde direitos como aviso prévio, seguro-desemprego e a multa de 40% sobre o FGTS.

As consequências podem ser ainda mais graves

Além da perda dos benefícios trabalhistas, o funcionário pode enfrentar problemas judiciais. O uso de documento falso é crime e pode resultar em pena de dois a seis anos de prisão, além de multa. Caso seja comprovado que ele próprio produziu o atestado, poderá responder também por falsificação de documento particular.

Caso serve de alerta

O caso, confirmado por documento acessado pela reportagem em 29/05/2026, serve de alerta tanto para trabalhadores quanto para empresas. A facilidade de criar documentos falsos com novas tecnologias pode transmitir a impressão de que é difícil detectar a fraude, mas a verificação direta com clínicas e hospitais continua sendo uma medida eficaz.

Com informações: Nação Jurídica.

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