CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a FGV: País deve evitar tensões com China, que em julho recebeu 55% das exportações

FGV: País deve evitar tensões com China, que em julho recebeu 55% das exportações

A entidade ressaltou que a China foi a principal fonte de contribuição para o superávit da balança comercial, seja no mês (US$ 4,5 bilhões) ou no...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a FGV: País deve evitar tensões com China, que em julho recebeu 55% das exportações

A queda das importações em julho foi a causa do saldo positivo de US$ 8,1 bilhões da balança comercial – o maior da série histórica -, e não as exportações, o que elevou o superávit acumulado no ano para US$ 30 bilhões, informou nesta sexta-feira, 14, Boletim de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre julho de 2019 e o mesmo mês deste ano, as importações brasileiras caíram 35,2%. Já as exportações tiveram queda de 2,9%.

A entidade ressaltou que a China foi a principal fonte de contribuição para o superávit da balança comercial, seja no mês (US$ 4,5 bilhões) ou no acumulado do ano até julho (US$ 21,9 bilhões). Segundo a FGV, “evitar tensões com o país China continua na prioridade da política comercial do País Brasil”, alerta o Icomex.

A FGV destaca que a importância da China na pauta brasileira tem sido crescente e impulsionada pelo aumento do volume exportado de commodities. Após crescer 51,4% entre junho de 2019 e 2020, o volume exportado registrou uma variação de 55% na comparação interanual de julho.

Entre os dez principais produtos exportados pelo Brasil no mês de julho, a China é o principal mercado para sete deles. Os principais continuam sendo a soja em grão, minério de ferro e petróleo – 79% das exportações brasileiras para esse mercado. No entanto, têm crescido as exportações de outros produtos como carne bovina (aumento de 160%) e suína (158%) como mostra a comparação no acumulado do ano até julho.

Com a América do Sul e a União Europeia, o Brasil registrou saldos positivos de US$ 3,2 bilhões e US$ 1,6 bilhão, respectivamente, nos primeiros sete meses de 2020. A balança comercial com os Estados Unidos foi superavitária no sétimo mês de 2020, mas não o suficiente para reverter o déficit acumulado no ano até julho, de US$ 3,1 bilhões, informou a FGV.

A participação da China, quer seja nas exportações ou nas importações brasileiras, superou a dos principais parceiros no acumulado do ano até julho. No caso das exportações, a participação da China foi de 34,1%, enquanto que União Europeia, em segundo lugar, registrou porcentual de 13,4%.

Se levar e conta todo continente asiático, a Ásia passa a responder por quase 50% das exportações brasileiras, seguida da Europa (18,7%), América do Norte (12,6%) e América Latina (11,2%).

Pauta exportadora

“Esse resultado para a Ásia e a China não é uma questão conjuntural. A ascensão da participação da China iniciada em meados da primeira década dos anos 2000 tem sido contínua e acompanhada de um aumento das commodities na pauta exportadora”, destacou a FGV.

Os índices de preços e volume seguiram o mesmo comportamento observado em junho. O volume exportado aumentou (14,2%) na comparação interanual em julho, mas a queda nos preços (15%) levou a redução no valor exportado. Nas importações, os dois índices recuaram e o declínio do volume foi de 29,7%.

O efeito das plataformas de petróleo só afetou as importações totais e a diferença ficou abaixo de 2 pontos porcentuais. No acumulado do ano até julho, porém, o resultado com ou sem as plataformas não pode ser desconsiderado, em especial nas importações. Com elas, a redução no volume importado aumenta de 4,3% para 7,5%.

O aumento no volume das exportações de commodities continua a explicar o desempenho favorável das vendas externas. Em julho, o volume do conjunto das principais commodities exportadas pelo Brasil cresceu 33,1% em comparação com julho de 2019, enquanto o das não commodities caiu 11,3%. Essa diferença é também expressiva na comparação do acumulado do ano, aumento de 15,2% das commodities e recuo de 18,2% das não commodities.

“Observa-se que, ao longo do ano de 2020, a comparação interanual registrou aumento no volume exportado das commodities desde março e queda das não commodities desde o início do ano. No entanto, os percentuais de variação acima de 30% para as commodities ocorreram nos meses de junho e julho e, embora devam continuar positivos, é esperada uma desaceleração desse ritmo”, explicou a entidade.

Para as não commodities, as maiores quedas ocorreram em abril e maio e depois desaceleraram, embora continuem com quedas na ordem dos dois dígitos.

Quando analisado a pauta de exportações ao longo de 2020, observa-se a predominância constante das commodities. No mês de julho, os dez principais produtos exportados foram commodities e explicaram 62% da pauta, sendo que soja em grão, minério de ferro e petróleo corresponderam a 40% do total exportado.

“Ressalta-se que um único produto, a soja em grão, contribuiu em 80% para o aumento do valor exportado desses 10 principais produtos. No acumulado do ano, o resultado não difere, apenas sai o ouro presente em julho e entra o café em grão. As incertezas no cenário mundial favorecem a venda de ouro não monetário”, informou.

A indústria extrativa registrou aumento nas exportações de 37,7% entre os meses de julho de 2019 e 2020, o seu melhor resultado no ano, puxado pelo aumento no volume exportado de petróleo. O volume exportado da indústria de transformação cresceu 2,5% após meses seguidos de contração. No entanto, quando os produtos da indústria de transformação em commodities e não commodities são desagregados, mostra que o aumento ficou restrito às commodities. Na comparação interanual de julho, o volume exportado das commodities aumentou 29,6% e o das não commodities caiu 13,3%,

No acumulado do ano até julho a agropecuária lidera o ranking das variações e o volume exportado da indústria de transformação recua. As importações caem para todos os setores em julho na comparação interanual, exceto para a agropecuária.

Os volumes exportados da indústria de transformação recuaram na comparação mensal e no acumulado do ano até julho, exceto os bens não duráveis, onde estão presentes as commodities dessa indústria. O volume exportado de bens não duráveis cresceu 26,1% na comparação mensal e 18,9%, no acumulado no ano. Observa-se a diferença nos bens de capital quando se exclui as plataformas na comparação dos sete primeiros meses do ano: com plataforma, a queda foi de 42,4%; sem as plataformas, de 32,7%. No ano passado, a forma de registro para fins tributários estimulava operações contábeis de exportações das plataformas.

Segundo a FGV, na comparação mensal e do acumulado no ano, a exclusão das plataformas deve ser considerada na análise do desempenho dos bens de capital. Com as plataformas, o volume importado cai 38,6% (mensal) e aumenta 6,2% (acumulado no ano). Sem as plataformas, as variações são de quedas de 26,4% (mensal) e de 10,8% (acumulado do ano). No caso do acumulado até julho, o regime contábil favoreceu a internalização das plataformas, antes registradas em domicílios fiscais fora do país.

“Para a indústria, a queda nas importações ao longo dos meses sinaliza que a recuperação do investimento ainda não está no horizonte, o que é confirmado com o recuo nas compras de bens intermediários”, avaliou a FGV.

Na agropecuária, embora no acumulado do ano as compras de máquinas tenham decrescido, foi registrado aumento de 14,3% no mês de julho. Os bons resultados para o setor durante o ano criam um cenário de expectativas favoráveis, como mostra o aumento das compras de bens intermediários, explica a entidade.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN