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Ajude o Grandão: voluntários buscam apoio para tratamento contra esporotricose

Gato resgatado iniciou tratamento após diagnóstico positivo; grupo também alerta para aumento de casos da doença em Cascavel...

Publicado em

Por Silmara Santos

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Ajude o Grandão: voluntários buscam apoio para tratamento contra esporotricose

A equipe da CGN foi procurada na noite desta terça-feira (26) pelo grupo Voluntários Cancelli, formado por protetores independentes de animais, que pediu ajuda para divulgar uma rifa destinada a custear o tratamento de um gato diagnosticado com esporotricose e também para chamar a atenção sobre o aumento dos casos da doença em Cascavel e região.

Segundo Gabriela Fernandes Konzen, voluntária e protetora de animais, a preocupação tem aumentado nos últimos meses diante da quantidade de situações semelhantes registradas.

“Atualmente a gente está com três gatos com o mesmo caso de esporotricose e é importante trazer isso porque nos últimos meses a gente tem tido um aumento bem crescente em Cascavel e em toda a região”, afirmou.

Ela explica que a esporotricose é uma doença causada por fungo e que muitas informações equivocadas acabam gerando medo e abandono de animais.

“A esporotricose é uma doença causada por um fungo que atinge gatos, cachorros e também pode atingir humanos. Mas ela não transmite pelo ar. Ela pode passar através de arranhões, mordidas e contato com as secreções das feridas”, esclareceu.

Gabriela ainda fez um alerta para que a população não abandone animais com suspeita da doença.

“É importante a gente passar informações corretas para não abandonar o animal. Esse animal precisa realizar tratamento e não ser abandonado”, reforçou.

Entre os casos acompanhados pelo grupo está o gato chamado “Grandão”, que foi resgatado após ser encontrado em situação delicada e com sinais avançados da doença. Segundo a voluntária, ele apresentava lesões importantes e precisou ser isolado inicialmente.

“Ele começa com feridas que não cicatrizam, lesões na pele que ocasionam queda de pelo. Eles podem apresentar lesões no nariz, no rosto, na boca e principalmente na região das orelhas, que é o caso do Grandão. Ele está com um nível muito avançado”, contou.

O animal iniciou o tratamento na segunda-feira (25), porém o processo deverá ser longo.

“A princípio o tratamento vai ser longo, em torno de cinco a seis meses”, explicou.

O custo também preocupa os voluntários. Inicialmente a diária da clínica veterinária era de R$ 350, mas o grupo conseguiu um desconto.

“A diária estava custando R$ 350, mas conseguimos reduzir para R$ 240 por dia”, disse.

Para conseguir manter o tratamento, os voluntários criaram uma rifa solidária. Cada número custa R$ 10 e diversos prêmios foram arrecadados para incentivar a participação da comunidade.

Além da luta pelos animais resgatados, Gabriela destacou a realidade enfrentada pelos protetores, que dependem de apoio para continuar atuando.

“Ser protetora não é fácil”, resumiu.

Ela contou que o grupo Voluntários Cancelli reúne cerca de 20 a 25 integrantes e recebe apoio de outras entidades da causa animal para conseguir lares temporários, atendimento veterinário e divulgação dos casos.

A preocupação ganhou ainda mais força após os relatos recebidos apenas nesta terça-feira.

“Hoje tivemos três pedidos de ajuda relacionados à esporotricose”, relataram os voluntários.

Entre os principais sinais de alerta estão feridas que não cicatrizam, lesões na pele, queda de pelos, secreções persistentes e, em alguns casos, perda de peso e apatia. A orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente diante de qualquer suspeita.

Os voluntários reforçam que a informação é a principal ferramenta para combater a doença e evitar o abandono.

“Esporotricose tem tratamento. Animal doente precisa de cuidado, não de abandono.”

AJUDE O GRANDÃO 🐾

O grupo de voluntários protetores dos animais Amigos dos Animais (antigo grupo Voluntários Cancelli) também aproveita para pedir ajuda da população.

Grandão foi capturado, avaliado por uma equipe veterinária e testou positivo para esporotricose. Atualmente ele iniciou o tratamento na Clínica PataAmar e precisará de acompanhamento intensivo durante os próximos meses.

O tratamento exige cuidados especiais e internação, com custo diário de R$ 240,00. Para conseguir manter o atendimento e dar ao animal a oportunidade de recuperação, os voluntários iniciaram uma rifa solidária, além de receberem doações espontâneas.

Toda ajuda pode fazer a diferença.

PIX para compra da rifa ou doações de qualquer valor:
[email protected]
Nome: GIOVANA DONATTO

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