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Imagem referente a Operação Cartas Marcadas: Polícia Civil prende trio por esquema milionário do “jogo do tigrinho”

Operação Cartas Marcadas: Polícia Civil prende trio por esquema milionário do “jogo do tigrinho”

Grupo movimentou mais de R$ 28 milhões em apostas ilegais e usava influenciadores para atrair vítimas, segundo a Polícia Civil....

Publicado em

Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Operação Cartas Marcadas: Polícia Civil prende trio por esquema milionário do “jogo do tigrinho”

A manhã desta quinta-feira (21) foi marcada por uma grande operação policial em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. A Polícia Civil do Paraná, por meio da 19ª Subdivisão Policial, deflagrou a Operação Cartas Marcadas para combater crimes ligados a apostas ilegais, lavagem de dinheiro e exploração do chamado “jogo do tigrinho”. Três pessoas de uma mesma família foram presas, incluindo uma empresária da cidade, o companheiro dela e a mãe.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo era responsável pela divulgação e exploração de plataformas ilegais de apostas online, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”. As investigações começaram após informações compartilhadas pela Polícia Federal, que detectou movimentações financeiras suspeitas envolvendo os investigados.

Durante as apurações, foi identificada uma movimentação superior a R$ 28 milhões em contas ligadas ao grupo, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Segundo a polícia, os suspeitos usavam transferências fracionadas, ocultação de bens e empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro – práticas típicas de lavagem de dinheiro.

O grupo coordenava influenciadores digitais por meio de grupos no WhatsApp. Eles eram responsáveis por divulgar as plataformas e atrair novos apostadores. Para convencer as pessoas, utilizavam as chamadas “contas demo”, que simulavam ganhos irreais. Os divulgadores ganhavam comissões conforme o número de novos cadastrados e o volume de apostas.

Além das prisões preventivas, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, bloqueou contas bancárias e sequestrou bens dos investigados. As ações aconteceram em residências e estabelecimentos comerciais ligados à família, todos em Francisco Beltrão. O objetivo é reunir mais provas, interromper o esquema e impedir o enriquecimento ilícito.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou diretamente à Polícia Civil.

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