
Polícia Militar estoura ponto de venda de drogas denunciado pela CGN no Cancelli
A ação policial, deflagrada no bojo da Operação Elo Forte, ocorreu justamente semanas após a CGN revelar, com exclusividade, o drama vivido por moradores da região,...
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Por Luiz Haab
No início da tarde desta sexta-feira (15), uma grande operação envolvendo pelo menos dez equipes da Polícia Militar movimentou o Bairro Cancelli, em Cascavel, após denúncias reiteradas de que um terreno na baixada da Rua Visconde de Guarapuava estaria sendo utilizado como ponto ativo de tráfico de drogas.
A ação policial, deflagrada no bojo da Operação Elo Forte, ocorreu justamente semanas após a CGN revelar, com exclusividade, o drama vivido por moradores da região, que denunciaram a intensa movimentação de usuários, suspeitos e veículos em horários variados do dia e da noite. Na ocasião, um morador, sob condição de anonimato, relatou medo constante, disparos de arma de fogo nas proximidades e a sensação de abandono diante da permanência da suposta “biqueira”.
Nesta sexta-feira, o mesmo morador voltou a registrar a situação. Das janelas do apartamento, ele gravou a chegada das viaturas e a abordagem feita pelos policiais. As imagens mostram diversas pessoas sendo revistadas no terreno apontado há meses pela comunidade como centro de comercialização de entorpecentes.
A partir de mandados de busca e apreensão, os policiais um grande volume de produtos de origem duvidosa e drogas. Um veículo foi guinchado e dois homens foram presos.
A polícia marcou uma coletiva para o fim desta tarde sobre o caso.
A operação chamou a atenção de quem passava pelo local. Viaturas cercaram a área enquanto equipes realizavam buscas e identificações. Até o momento, as autoridades ainda não divulgaram oficialmente o balanço da ação, nem confirmaram se houve prisões, apreensão de drogas ou cumprimento de mandados.
Moradores afirmam, porém, que a presença ostensiva das forças de segurança representa uma resposta às denúncias que vinham sendo feitas há anos. Segundo relatos obtidos pela reportagem, o local se transformou em um ponto conhecido pela circulação constante de usuários, motociclistas, carros de luxo e pessoas em situação de rua, em uma dinâmica típica do tráfico urbano.
Na reportagem publicada em abril, o morador ouvido pela CGN descreveu uma rotina marcada pelo medo.
“Tem pessoas que entram, compram o entorpecente e saem rapidamente. A movimentação acontece o dia inteiro. A segurança aqui é mínima”, afirmou na época.
Ele também relatou que moradores chegaram a organizar abaixo-assinados e repassar informações às autoridades policiais sobre suspeitos que frequentariam o local.
A operação desta sexta reforça que o endereço já estava no radar das forças de segurança. O que moradores esperam agora é que a ação represente o início de uma resposta definitiva para um problema que, segundo eles, se arrasta há pelo menos quatro anos.
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