
Dono da Odonto Excellence é indiciado pelo homicídio de funcionário no Paraná
José Claiton foi morto em uma emboscada em frente à própria casa. As investigações, divulgadas nesta terça-feira (14), mostraram que o crime foi planejado e executado...
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Por Fábio Wronski

A Polícia Civil do Paraná finalizou o inquérito sobre o assassinato de José Claiton Leal Machado, ocorrido em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa. O caso ganhou novos rumos após as investigações apontarem que o empresário Oséias Gomes, CEO da empresa onde a vítima trabalhava, seria o mandante intelectual e financiador do crime. A motivação, segundo a polícia, teria sido uma disputa pelo controle da empresa e pela abertura de uma clínica concorrente.
José Claiton foi morto em uma emboscada em frente à própria casa. As investigações, divulgadas nesta terça-feira (14), mostraram que o crime foi planejado e executado por uma rede de pessoas, com funções bem definidas. O executor, Diones Henrique Rodrigues Raimundo, já foi condenado. Outros envolvidos, como Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário, aguardam julgamento em liberdade. O coordenador do crime, Paulo Santos da Silva, conhecido como “Pastor Paulo”, segue foragido.
O inquérito, concluído pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, envolveu análise de dados bancários, quebras de sigilo e depoimentos de testemunhas. A polícia identificou transferências de dinheiro feitas por Oséias Gomes para contas de pessoas ligadas à logística do crime, pouco antes do assassinato. Esses valores teriam sido usados para financiar a operação e pagar os executores.
De acordo com o relatório policial, Oséias teria mandado matar José Claiton para evitar que ele assumisse o controle da empresa e abrisse um negócio concorrente. Antes de morrer, a vítima chegou a relatar à família que temia pela própria vida e suspeitava do empresário.
O relatório final, acessado pela reportagem nesta terça-feira (14), já foi enviado ao Ministério Público e à Justiça, que vão decidir sobre o andamento do processo. Oséias Gomes foi indiciado por homicídio qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Algumas clínicas da Rede já divulgaram nota relatando que o CEO da empresa não tem relação direta com as franquias que estão espalhadas por todo o Estado do Paraná.

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