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Imagem referente a Moro lidera corrida ao Governo do Paraná; disputa ao Senado aparece embolada em pesquisa de maio
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Moro lidera corrida ao Governo do Paraná; disputa ao Senado aparece embolada em pesquisa de maio

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra Sergio Moro à frente nos cenários para governador, Requião Filho em segundo lugar e alta aprovação de Ratinho Junior...

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Por Redação CGN

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Imagem referente a Moro lidera corrida ao Governo do Paraná; disputa ao Senado aparece embolada em pesquisa de maio
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pouco mais de um ano das eleições de 2026, o cenário político no Paraná começa a ganhar contornos mais claros — e também mais complexos. Pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº PR-00323/2026, mostra o senador Sergio Moro na liderança dos cenários estimulados para o Governo do Estado, enquanto a disputa pelas duas vagas ao Senado aparece mais fragmentada, com nomes conhecidos da política paranaense e nacional disputando espaço no eleitorado.

O levantamento também mediu a avaliação da administração do governador Ratinho Junior, que segue com aprovação elevada, mas registra queda em relação a pesquisas anteriores. Outro dado relevante é a percepção do eleitor sobre quem deveria receber o apoio político do atual governador na sucessão estadual.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de maio de 2026, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. Foram ouvidos 1.500 eleitores em 57 municípios do Paraná. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

Moro aparece na frente nos cenários para governador

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados ao eleitor, a maior parte dos entrevistados ainda não cita nenhum nome. Segundo o levantamento, 66,6% não souberam ou não opinaram. Outros 4,9% disseram ninguém, branco ou nulo.

Mesmo nesse cenário de baixa lembrança espontânea, Sergio Moro aparece com 14,8%, à frente dos demais nomes. Em seguida aparecem Ratinho Junior, com 4,3%, e Requião Filho, também com 4,3%. Depois vêm Rafael Greca, com 2,5%, Sandro Alex, com 1,7%, Alexandre Curi, com 0,3%, Luiz França, com 0,1%, além de outros nomes citados, que somam 0,5%.

A presença de Ratinho Junior na espontânea deve ser lida com cautela, já que o levantamento é voltado à situação eleitoral de 2026 e o governador aparece também como figura de influência no processo sucessório. O dado, porém, indica que parte do eleitorado ainda associa a disputa estadual ao atual chefe do Executivo.

No primeiro cenário estimulado, Moro tem 42,6%

Quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Sergio Moro amplia a vantagem. No cenário 1 para governador, ele aparece com 42,6% das intenções de voto.

Na sequência estão Requião Filho, com 19,7%, e Rafael Greca, com 16,3%. O deputado federal Sandro Alex aparece com 8,6%. Mais distantes, surgem Luiz França, com 0,8%, e Tony Garcia, também com 0,8%.

Nesse cenário, 5,9% afirmaram que votariam em nenhum, branco ou nulo, enquanto 5,4% não souberam ou não opinaram.

O resultado mostra uma liderança consolidada de Moro dentro da configuração testada, mas também revela uma disputa importante pelo segundo lugar. Requião Filho e Rafael Greca aparecem em patamares competitivos, especialmente considerando a margem de erro.

Sem Greca, Moro chega a 49,2%

No cenário 2, sem Rafael Greca na lista de candidatos, Sergio Moro cresce e chega a 49,2% das intenções de voto.

Requião Filho também sobe, marcando 23,7%. Sandro Alex aparece com 11%. Tony Garcia tem 1,3%, e Luiz França registra 1%.

Nesse quadro, 7,7% dizem que votariam em nenhum, branco ou nulo, e 6,1% não souberam ou não opinaram.

A comparação entre os dois cenários sugere que a ausência de Greca redistribui parte relevante do eleitorado, beneficiando principalmente Moro e Requião Filho. O levantamento, contudo, não permite afirmar transferência direta de votos, apenas mostra o comportamento dos entrevistados diante das listas apresentadas.

Requião Filho lidera rejeição para o Governo

A pesquisa também mediu a rejeição estimulada para governador. Nesse item, cada entrevistado poderia citar mais de um nome.

Requião Filho aparece com a maior rejeição, com 33,7%. Em seguida vem Sergio Moro, com 25,1%. Rafael Greca registra 13,7%, Tony Garcia aparece com 8,1%, Sandro Alex tem 7,1%, e Luiz França aparece com 4,5%.

Além disso, 15,1% não souberam ou não opinaram, e 8,3% disseram que poderiam votar em todos.

O dado é relevante porque a rejeição ajuda a medir o teto potencial de crescimento de cada nome. Em disputas majoritárias, especialmente em segundo turno, candidatos com rejeição elevada podem enfrentar maior dificuldade para ampliar alianças e conquistar eleitores fora de sua base inicial.

Apoio de Ratinho Junior: eleitor vê Moro como principal beneficiário

Um dos pontos mais estratégicos da pesquisa é a pergunta sobre qual candidato merece o apoio do governador Ratinho Junior.

Nesse item, Sergio Moro aparece com 38,5%, bem à frente dos demais nomes. Rafael Greca aparece em segundo, com 16%. Sandro Alex tem 11%, seguido por Requião Filho, com 9,1%. Luiz França aparece com 1,3%, e Tony Garcia com 1,1%.

Também chama atenção o percentual de indefinição: 17,8% não souberam ou não opinaram. Outros 5,1% responderam nenhum desses.

Esse resultado mostra que, na percepção de parte expressiva do eleitorado, Moro é o nome mais associado a uma eventual continuidade política com o apoio de Ratinho Junior. Isso não significa, pelo levantamento, que o governador tenha declarado apoio a qualquer candidatura, mas indica como os eleitores enxergam a disputa pelo capital político do atual governo.

Ratinho Junior mantém aprovação alta, mas recua no comparativo

A administração do governador Ratinho Junior é aprovada por 79,6% dos eleitores entrevistados. A desaprovação é de 17,3%, enquanto 3,1% não souberam ou não opinaram.

Na avaliação qualitativa, 31% classificam o governo como ótimo, e 36,9% como bom. Somados, os conceitos positivos chegam a 67,9%. Outros 19,1% avaliam a gestão como regular. As avaliações negativas somam 11,6%, sendo 4,5% ruim e 7,1% péssima.

Apesar do patamar ainda elevado, o comparativo apresentado pelo instituto mostra queda na aprovação. Em janeiro de 2026, Ratinho Junior tinha 85,5% de aprovação. Em março, aparecia com 84,3%. Agora, em maio, registra 79,6%.

A desaprovação, por outro lado, subiu. Era 11,5% em janeiro, passou para 12,8% em março e chegou a 17,3% em maio.

O movimento não indica, por si só, uma mudança definitiva de ambiente político, mas aponta uma oscilação que merece acompanhamento. Mesmo com a queda, Ratinho Junior segue com avaliação positiva bastante alta, o que reforça seu papel como ator central na eleição estadual de 2026.

Avaliação varia por escolaridade, idade e participação religiosa

O detalhamento da pesquisa mostra que a aprovação do governador é mais alta entre eleitores com ensino fundamental, grupo em que chega a 83,1%. Entre os eleitores com ensino médio, a aprovação é de 81,6%. Já entre aqueles com ensino superior, cai para 72,3%, enquanto a desaprovação chega a 24,4%.

Por faixa etária, os maiores índices de aprovação aparecem entre eleitores de 45 a 59 anos, com 82,4%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, com 81,9%. Entre jovens de 16 a 24 anos, a aprovação é menor, com 73,9%, e a desaprovação chega a 21,2%.

Outro recorte incluído no levantamento envolve participação em celebrações religiosas nos dez dias anteriores à entrevista. Entre os que disseram ter participado de missa, culto ou outro tipo de cerimônia, a aprovação de Ratinho Junior é de 83,9%. Entre os que não participaram, é de 75,1%.

Esse dado não permite estabelecer relação de causa e efeito, mas mostra diferenças de percepção entre segmentos do eleitorado.

Senado: Alvaro Dias lidera cenário com lista mais ampla

Para o Senado, a pesquisa apresenta cenários de múltipla resposta, já que cada entrevistado poderia citar até dois candidatos.

No cenário 1, com uma lista mais ampla, Alvaro Dias lidera com 39,3%. Na sequência aparecem Deltan Dallagnol, com 26,1%, Gleisi Hoffmann, com 25,2%, Filipe Barros, com 23,6%, e Alexandre Curi, com 22,4%.

Mais abaixo estão Cristina Graeml, com 14,5%, Rosane Ferreira, com 5,4%, e Hauly, com 3,1%.

Nesse cenário, 7,3% afirmaram nenhum, branco ou nulo, enquanto 5,1% não souberam ou não opinaram.

A disputa mostra forte competitividade entre os nomes posicionados depois de Alvaro Dias. Deltan, Gleisi, Filipe Barros e Alexandre Curi aparecem em um intervalo relativamente próximo, indicando uma corrida aberta pelas primeiras posições.

Sem Alvaro Dias, Filipe Barros, Deltan, Gleisi e Curi ficam próximos

No cenário 2 para o Senado, sem Alvaro Dias, a liderança fica com Filipe Barros, que aparece com 30%.

Logo atrás estão Deltan Dallagnol, com 29,3%, Gleisi Hoffmann, com 27,4%, e Alexandre Curi, com 27,3%.

Cristina Graeml aparece com 17,6%, seguida por Rosane Ferreira, com 7,7%, e Hauly, com 4,5%. Nesse cenário, 9,7% dizem nenhum, branco ou nulo, e 6,4% não souberam ou não opinaram.

O resultado reforça o caráter embolado da disputa ao Senado. Sem Alvaro Dias, quatro nomes aparecem tecnicamente próximos, considerando a margem de erro e o fato de o levantamento permitir até duas escolhas.

Em cenário mais enxuto, Filipe Barros e Deltan passam de 35%

No cenário 3, com menos candidatos, Filipe Barros lidera com 38,7%. Deltan Dallagnol vem em seguida, com 35,3%. Gleisi Hoffmann aparece com 29,1%.

Depois vêm Rosane Ferreira, com 12,4%, e Hauly, com 6,7%. Nesse cenário, 14,7% afirmaram nenhum, branco ou nulo, e 7,7% não souberam ou não opinaram.

A redução no número de nomes testados altera o desempenho dos candidatos, especialmente de Filipe Barros e Deltan Dallagnol, que crescem em relação aos cenários anteriores.

Espontânea para o Senado ainda tem alto desconhecimento

Na pesquisa espontânea para senador, o grau de indefinição é ainda maior. 82,5% dos entrevistados não souberam ou não opinaram. Outros 5,9% disseram ninguém, branco ou nulo.

Entre os nomes citados espontaneamente, Deltan Dallagnol aparece com 3,1%, seguido por Gleisi Hoffmann, com 2,7%. Alexandre Curi tem 1,8%, Alvaro Dias aparece com 1,3%, mesmo percentual de Filipe Barros. Cristina Graeml registra 0,5%. Hauly e Paulo Martins aparecem com 0,1% cada, e outros nomes somam 0,7%.

O dado mostra que, apesar de vários nomes conhecidos no cenário político, a disputa ao Senado ainda está distante do radar espontâneo da maioria dos eleitores.

Gleisi lidera rejeição para o Senado

Na rejeição estimulada para o Senado, em que cada entrevistado poderia citar mais de um candidato, Gleisi Hoffmann aparece com 47,5%, a maior rejeição entre os nomes testados.

Na sequência aparecem Alvaro Dias, com 12,6%, Deltan Dallagnol, com 10,3%, Filipe Barros, com 6,2%, Alexandre Curi, com 5,8%, Cristina Graeml, com 5,2%, Hauly, também com 5,2%, e Rosane Ferreira, com 3,7%.

Além disso, 17,5% não souberam ou não opinaram, e 7,5% disseram que poderiam votar em todos.

A rejeição de Gleisi é um dos dados mais expressivos do levantamento para o Senado. Ao mesmo tempo, a deputada aparece competitiva nos cenários estimulados, o que indica uma candidatura com base eleitoral relevante, mas também com resistência elevada entre parte do eleitorado.

Recortes mostram diferenças importantes no eleitorado

Os cruzamentos da pesquisa ajudam a entender melhor a composição dos apoios.

Na disputa para governador, Sergio Moro tem desempenho mais alto entre homens do que entre mulheres no cenário 1. Ele marca 47,4% entre o eleitorado masculino e 38,3% entre o feminino. Também aparece com força entre entrevistados que participaram de celebração religiosa nos dez dias anteriores à pesquisa: nesse grupo, chega a 49%, contra 35,8% entre os que não participaram.

Requião Filho, por sua vez, tem desempenho maior entre eleitores que não participaram de celebração religiosa, chegando a 23% no cenário 1, contra 16,5% entre os que participaram.

No Senado, Deltan Dallagnol também apresenta diferença por gênero no cenário 1: tem 33% entre homens e 20% entre mulheres. Gleisi Hoffmann mostra movimento inverso, com 27,3% entre mulheres e 22,8% entre homens.

Esses recortes não definem a eleição, mas ajudam a indicar onde cada candidatura encontra maior ou menor resistência.

O que a pesquisa mostra sobre 2026 no Paraná

O levantamento aponta três movimentos centrais no tabuleiro político paranaense.

O primeiro é a vantagem inicial de Sergio Moro na disputa pelo Governo do Estado. Ele lidera os dois cenários estimulados testados e aparece também como o nome que, na percepção dos entrevistados, mais mereceria o apoio de Ratinho Junior.

O segundo é a força política ainda expressiva do atual governador. Apesar da queda na aprovação em relação a levantamentos anteriores, Ratinho Junior mantém quase oito em cada dez eleitores aprovando sua administração. Esse índice faz com que seu apoio seja um ativo relevante na sucessão estadual.

O terceiro é a disputa aberta pelo Senado. Com duas vagas em jogo, o cenário favorece movimentações intensas. Alvaro Dias lidera quando incluído, mas a ausência dele abre espaço para uma disputa acirrada entre Filipe Barros, Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann e Alexandre Curi.

Como toda pesquisa eleitoral, os números retratam o momento em que as entrevistas foram realizadas. Até a eleição, candidaturas podem ser confirmadas ou retiradas, alianças podem mudar, apoios podem ser formalizados e o cenário nacional pode influenciar diretamente o comportamento do eleitor paranaense.

Ainda assim, o levantamento oferece uma fotografia importante do ambiente político no Paraná: Moro começa à frente para o Governo, Ratinho Junior segue como principal cabo eleitoral do Estado e a disputa pelo Senado aparece como uma das mais competitivas do ciclo eleitoral de 2026.

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